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Visa testa pagamentos em stablecoins

Projeto-piloto vai permitir que várias instituições financeiras pré-financiem contas em ativos digitais.

30 Set 2025 - 12:32

2 min leitura

A Visa anunciou nesta terça-feira que começará a testar uma nova forma de as empresas financiarem pagamentos internacionais, permitindo o uso de stablecoins em vez de pré-depositarem dinheiro em contas locais. A mudança sinaliza uma aceitação crescente destes ativos digitais entre grandes empresas, impulsionada pela aprovação da Lei Genius — diploma que regula a emissão e comercialização de stablecoins nos Estados Unidos.

A Lei Genius mudou tudo. Tornou o setor muito mais legítimo. Antes dessa clareza regulatória, todas as grandes instituições estavam um pouco indecisas”, afirmou Mark Nelsen, chefe de produto para soluções comerciais e de movimentação de dinheiro da Visa, em declarações à Reuters. O responsável acrescentou que “a empresa está a trabalhar com parceiros e planeia expandir este programa-piloto no próximo ano”.

A iniciativa permitirá que bancos, empresas de remessas e outras instituições financeiras pré-financiem contas com stablecoins em vez de moedas tradicionais. A medida poderá tornar as transações internacionais mais rápidas e libertar liquidez, uma vez que, atualmente, as empresas precisam de imobilizar fundos em várias moedas em diferentes países para cobrir pagamentos locais.

As stablecoins são ativos digitais concebidos para manter um valor estável, geralmente colateralizados por ativos tradicionais, como o dólar norte-americano, títulos do Tesouro ou até ouro.

O programa-piloto da Visa evidencia como algumas empresas tradicionais preferem colaborar com a rede de pagamentos, em vez de competir com ela, transformando as stablecoins numa ferramenta para reforçar a sua própria infraestrutura.

“A quantidade de software e tecnologia que já foi implementada globalmente para pagamentos é difícil de recriar. Por isso, parece mais provável incorporar a tecnologia das stablecoins nos fluxos existentes”, sublinhou Nelsen.

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