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UBS vê lucro disparar 53% para 6,61 mil milhões
O UBS já integrou, até ao final de 2025, cerca de 85% das contas suíças do colapsado Credit Suisse.
04 Fev 2026 - 15:52
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Foto: Unsplash/Claudio Schwarz
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Foto: Unsplash/Claudio Schwarz
O UBS reportou, nesta quarta-feira, um lucro de 6,61 mil milhões em 2025, o que equivale a um aumento de 53% face ao ano anterior. O banco conseguiu subir o lucro no último trimestre do ano em 56% face ao período homólogo, alcançando um resultado líquido de 1,02 mil milhões. O banco vai distribuir aos acionistas um dividendo de 93 cêntimos por ação, ficando 22% acima do ano passado.
As receitas do UBS ao longo de 2025 ascenderam a 42 mil milhões, uma subida de 1,98%. Por outro lado, as despesas operacionais do banco caíram 2,53% para 34,1 mil milhões. Houve ainda uma perda de 444 milhões em créditos, ligeiramente abaixo do valor registado um ano antes.
O UBS conseguiu melhorar o seu rácio de eficiência de 84,8% para 81,1%. O rácio CET1, por sua vez, teve uma subida de 4,1 pontos percentuais, atingindo 10,8%. Do lado da rentabilidade, o RoTE fixou-se em 9,5%, acima dos 6,5% um ano antes.
Analisando as áreas de negócio do UBS, é possível verificar que houve quebras – não acentuadas – nas receitas de ‘personal and corporate banking’, gestão de ativos e ‘non core and legacy’ – sendo que esta última unidade tem vindo a ser reduzida pelo banco propositadamente à medida que a integração do Credit Suisse avança.
Do lado oposto surgem as áreas de gestão de património e banca de investimento, que tiveram subidas de receitas, com destaque para a banca de investimento, que conseguiu um incremento de 12,7%.
No que diz respeito à integração do colapsado Credit Suisse, o UBS informa que já concluiu com sucesso a migração de cerca de 85% de perto de 1,1 milhões de contas suíças.
Recorde-se que o UBS passou os últimos meses a contestar os objetivos do governo de incrementar os requisitos de capital do banco, argumentando que estes são exagerados e colocam em causa a competitividade financeira da Suíça. A instituição pode ter de encontrar até 22 mil milhões de euros para cumprir com os requisitos que o executivo pretende implementar.
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