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UBS mantém braço de ferro com Governo sobre novas regras de capital e exige medidas mais brandas
O UBS argumenta que a incerteza causada pela discussão sobre as regras de capital já fez o banco perder mais de 31 mil milhões.
12 Jan 2026 - 17:54
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
O UBS continua a contestar as intenções atuais do Governo da Suíça para aumentar os requisitos de capital do banco, algo que o executivo tem tido na agenda nos últimos tempos, com o argumento de querer prevenir um colapso semelhante ao do Credit Suisse. O maior banco do país apela ao executivo que opte por medidas mais brandas e que não impliquem custos tão elevados.
A instituição, citada pelo Financial Times, alega ainda que, devido à incerteza criada pelas possíveis regras mais rígidas, o desempenho do banco no mercado tem sido inferior aos pares europeus e americanos em 27%, o que representa um custo de cerca de 31,8 mil milhões de euros para os seus investidores entre abril de 2024 e o final de 2025. A estes custos acrescem ainda as despesas com a integração do Credit Suisse, sublinha o banco.
O UBS acusa o Governo suíço de não ponderar reformas menos punitivas sobre as reservas de capital, considerando a proposta do executivo “excessiva, desproporcional, não alinhada internacionalmente e não direcionados”. Por sua vez, a instituição liderada por Sergio Ermotti mantém o argumento de que as regras previstas vão afetar a competitividade do UBS no plano internacional e, a longo prazo, a competitividade da Suíça enquanto centro financeiro.
O banco vai mais longe e admite que estas alterações podem resultar em custos mais elevados para os clientes, “prejudicando a continuação do modelo de negócio bem-sucedido do UBS”. Segundo a empresa, os requisitos de capital propostos pelo Governo equivalem a uma subida anual de despesas do UBS em 1,46 mil milhões.
A solução proposta pelo UBS é um consenso sobre o assunto, em que as regras defendidas pelo Governo são atenuadas. De acordo com a Associação de Banqueiros Suíços, o Governo está a agir de forma “imprudente” ao apertar as regras além dos padrões internacionais, não contribuindo, contudo, para uma melhoria da estabilidade financeira.
Do lado político, os partidos dividem-se. O maior partido do parlamento suíço, o Partido Popular da Suíça, de direita, apoia a adoção de medidas alternativas e mostra preocupação com as propostas apresentadas. O partido mostrou-se aberto às medidas apresentadas por um grupo de políticos de vários partidos, que propunham diluir muitas das intenções originais do Governo.
Recorde-se que esta discussão já conheceu vários contornos ao longo do último ano, com avanços e recuos. O CEO do UBS, Sergio Ermotti, também já apelou a um consenso com o argumento da perda de competitividade, tal como o próprio cantão de Zurique mais recentemente.
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