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UBS e governo suíço perto de consenso sobre requisitos de capital
O governo pode reduzir os requisitos de capital de 20,5 mil milhões para 12,8 mil milhões. O UBS critica as propostas, considerando-as desproporcionais e acima dos padrões internacionais.
30 Set 2025 - 14:29
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
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Karin Keller-Sutter, ministra das Finanças suíça e Sergio P. Ermotti, CEO do UBS | Fotos: LinkedIn/wikipedia
O UBS e o Governo da Suíça estão perto de chegar a um consenso sobre os requisitos de capital adicionais a aplicar ao maior banco do país, que têm gerado fricção entre a instituição e o executivo e entre as diferentes fações políticas. A notícia foi avançada pela Reuters, citando pessoas conhecedoras do assunto.
Uma das fontes indica que o Governo pode aceitar regras diferentes que baixam os requisitos adicionais para 12,8 mil milhões, abaixo dos 20,5 mil milhões propostos em junho pelo executivo. O valor inicialmente indicado não é tolerável pelo banco, segundo duas fontes que estão a par do pensamento do UBS. A instituição tem criticado as propostas do Governo desde o início.
Nesta terça-feira, o UBS voltou a posicionar-se contra os requisitos, considerando-os “desproporcionais” e “desligados da realidade”. À Reuters, o UBS reiterou a sua oposição ao que considera serem aumentos de requisitos de capital excessivos. O banco defendeu que devem ser feitas alterações regulatórias “direcionadas, proporcionais e alinhadas internacionalmente”.
O banco afirma compreender a necessidade do Governo de aprender com a crise do Credit Suisse – que foi comprado pelo UBS após o colapso e resultou na preocupação com a dimensão da entidade resultante – e de reforçar o panorama regulatório suíço. Contudo, a instituição aponta que “as medidas propostas… vão muito além dos padrões internacionais”. O capital adicional requerido coloca o rácio CET1 do UBS em 19%, o que está 50% acima dos concorrentes europeus e americanos, critica o banco.
Por sua vez, o ministério das Finanças garantiu que o Governo se ia manter firme nas suas propostas e não mostrou vontade de reduzir os encargos com capital adicional para os referidos 12,8 mil milhões. “A decisão final vai ser tomada pelo parlamento e, no caso de um referendo, pelas pessoas”, assegura o ministério.
Apesar das opiniões díspares, o UBS revela estar “otimista” sobre o alcance de um resultado razoável. De acordo com o jornal suíço, Schweiz am Wochenende, os partidos de centro e centro-direita estavam a trabalhar num consenso que apontava para requisitos de 8,5 mil milhões a 12,8 mil milhões. O CEO da Associação dos Banqueiros Suíços, Roman Studer, adianta estar convencido que, no fim, vai ser alcançado um resultado que assegura um melhor equilíbrio entre estabilidade e competitividade.
A discussão sobre os requisitos de capital do UBS está em torno da capitalização das unidades estrangeiras, que o Governo entende que deve ser a 100%, contra os 60% requeridos até agora. Segundo um legislador, citado pela Reuters, o parlamento pode vir a encontrar um meio termo, nos 80%. Fontes conhecedoras da estratégia do Governo consideram que este pode ser um valor aceitável para o executivo. Esta redução permite baixar o capital adicional para os 12,8 mil milhões, de acordo com as contas de dois analistas.
Entre outras medidas que podem aliviar os requisitos está a possibilidade de usar Adicional de ‘Tier’ 1 para cobrir o capital adicional em vez de apenas ‘common equity tier’ 1. O banco contava com 16,2 mil milhões em adicional de ‘tier’ 1 no final de junho.
O processo legislativo ainda é longo, com as regras sobre requisitos de capital a ficarem mais claras apenas no próximo ano, no mínimo.
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