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Trade Republic lança carteira de criptoativos
Banco permite transferências e pagamentos com criptomoedas. Este é o terceiro produto lançado pela Trade Republic nos últimos meses, fazendo parte da sua transformação em gestora patrimonial.
14 Nov 2025 - 11:40
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Foto: Trade Republic
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Foto: Trade Republic
A Trade Republic, banco digital sediado na Alemanha e com operação em Portugal, anunciou, nesta sexta-feira, o lançamento do seu mais recente produto: uma carteira de criptoativos. A empresa argumenta que esta novidade “conclui a sua transformação num gestor patrimonial completo” e destaca-se “entre os primeiros bancos europeus totalmente regulados a oferecer a funcionalidade cripto completa”.
Segundo informa o banco em comunicado, os clientes podem, com esta carteira, reter, comprar, vender e transferir criptomoedas entre carteiras. O produto permite enviar e receber cerca de 50 criptomoedas, fazer ‘staking’ de ativos como Solana e Ethereum para obter recompensas e pagar com criptomoedas através do cartão do banco, ganhando, com isto, 2% de ‘crypto saveback’.
A Trade Republic explica que, em ‘blockchains’ como a Ethereum e a Solana, as transações são verificadas através do ‘staking’. Os clientes, adianta a empresa, podem bloquear as suas criptomoedas “para ajudar a proteger a rede e receber recompensas periódicas”. Estas recompensas são pagas automaticamente, assegura, e exibidas em tempo real. Contudo, não são garantidas e podem variar. Mais ainda, criptomoedas em ‘staking’ não podem ser vendidas.
Este é o terceiro produto lançado pela empresa nos últimos meses. O primeiro estava relacionado com o investimento em mercados privados – lançado na mesma altura em que Pablo López Gil-Albarellos se tornou ‘country manager’ para Portugal e Espanha – e o segundo com o rendimento fixo, possibilitando até a compra de dívida pública portuguesa. O segundo lançamento deu-se pouco tempo antes de Gil-Albarellos conversar com o Jornal PT50 e revelar que o objetivo do banco em Portugal, a médio prazo, passa por alcançar o Top 5 nacional no retalho.
Com este novo produto surge também a possibilidade de pagamento com criptomoedas. As transações são descontadas diretamente do saldo de cripto, esclarece a Trade Republic. Relembre-se que estes pagamentos são considerados vendas, pelo que geram mais-valias ou menos-valias e, por consequência, têm implicações fiscais.
Os pagamentos referidos permitem também obter 2% de ‘crypto saveback’ nas compras elegíveis, segundo indica o banco alemão. Este dinheiro é reinvestido automaticamente num plano de poupança ativo, com investimento mínimo mensal de 50 euros e com gastos máximos mensais até 1500 euros.
“A Trade Republic está totalmente regulada para a prestação de serviços cripto e encontra-se entre os primeiros bancos europeus autorizados ao abrigo do Regulamento MiCA, o novo quadro europeu para ativos digitais”, garante a empresa. Recorde-se que a regulação MiCA ainda não está implementada em Portugal, com o processo, neste momento, à espera de luz verde da Assembleia da República. A Trade Republic opera ao abrigo da transposição alemã deste regulamento, que lhe permite ter atividade noutros países da União Europeia.
O banco revela ainda que “todas as criptomoedas são guardadas em segurança em ‘cold wallets’ pela BitGo Europe GmbH”.
“Portugal esta a viver uma adoção cripto cada vez mais madura: os investidores já não procuram apenas especular, mas integrar os ativos digitais no seu dia a dia”, considera o ‘country manager’ da Trade Republic, Pablo López Gil-Albarellos. O líder regional do banco acredita que este é um “passo decisivo para que qualquer pessoa possa transferir, pagar e gerar rentabilidade com as suas criptomoedas dentro de um ambiente bancário regulado pelo MiCA. É a forma mais segura e simples de fazer com que o mundo cripto passe a fazer parte real da poupança e do investimento”.
Christian Hecker, cofundador da Trade Republic, sublinha que os criptoativos são “a primeira classe de ativos em que não são os bancos, mas sim as pessoas, que definem a tendência”. “Durante anos, foi alvo de debate, mas hoje já faz parte integrante do sistema financeiro”, reitera.
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