Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Telegram a disparar, TikTok em ascensão e Meta ainda a dominar: a origem da fraude, segundo a Revolut

Apesar de estar em linha com outros mercados, Portugal destaca-se pelas burlas imobiliárias, que resultaram em perdas médias de 2665,32 euros por pessoa.

27 Fev 2026 - 07:03

4 min leitura

Foto: Pexels

Foto: Pexels

A Revolut revelou, nesta quinta-feira, o seu Relatório de Segurança do Consumidor e Crime Financeiro, relativo ao ano de 2025, “que monitoriza a rápida evolução das táticas dos burlões tanto em Portugal como no resto do mundo”. De acordo com os dados recolhidos pelo banco digital, o Telegram destaca-se como a fonte de fraude que mais cresceu no último ano, tendo disparado 233%.

“O relatório revela que as burlas estão a proliferar em aplicações de mensagens privadas, com o Telegram a ser identificado como a fonte de fraude com o crescimento mais acentuado no que diz respeito aos Pagamentos Autorizados em Tempo Real”, revela a Revolut em comunicado. Assim, o Telegram está ao nível do Facebook, com ambos a representarem 21% da origem das burlas.

Esta ascensão do Telegram já estava evidenciada no relatório do ano anterior, quando a Revolut denunciou uma maior preferência por plataformas de mensagens encriptadas. “Os consumidores podem acreditar que estas plataformas são seguras devido à sua natureza encriptada — embora a encriptação da plataforma seja comercializada como uma funcionalidade de segurança, tornou-se uma ferramenta primordial para os burlões que procuram operar fora do radar”, alerta a empresa.

“Este ambiente provou ser particularmente eficaz para esquemas complexos, com 58% de todas as burlas de emprego a nível global a terem agora origem no Telegram”, sublinha a Revolut.

As plataformas da Meta, em geral, continuam a dominar, estando na origem de 44% das burlas reportadas. Este é a quarta vez consecutiva que a empresa ocupa esta posição no relatório da ‘fintech’ britânica.

Por sua vez, o TikTok também surge em sentido ascendente como origem de burlas. “Embora o volume de fraudes com origem no TikTok permaneça relativamente baixo quando comparado com plataformas mais estabelecidas, a percentagem de burlas iniciadas na aplicação é agora seis vezes superior à registada no mesmo período do ano anterior”, revela.

Segundo a Revolut, as burlas de compras são o tipo mais comum, sendo que as relacionadas com vagas de emprego têm vindo a aumentar. “Apesar da natureza mutável da fraude, a prevalência das burlas de compras mantém-se relativamente constante”, explica. “No entanto, 2025 testemunhou um crescimento alarmante nas burlas de emprego a nível global, aumentando quase três vezes mais em relação ao ano anterior e representando agora 22% de todos os casos”, acrescenta.

Telegram em Portugal representa 25% dos casos

A Revolut revela que Portugal segue as tendências de outros mercados. A nível nacional, os casos reportados com origem no Telegram foram 25%. As burlas de compras representaram 53% de todas as situações denunciadas.

Apesar da prevalência das burlas com compras, as maiores perdas resultam de fraude imobiliária, atenta a ‘fintech’. As vítimas deste tipo de fraude perderam, em média, 2665,32 euros, enquanto as burlas de compras originaram perdas médias de 388,36 euros por pessoa.

“Neste sentido, a Revolut acolhe com satisfação as novas regulamentações antifraude da União Europeia, bem como a sua estratégia direcionada, especificamente no que diz respeito à fraude em pagamentos no âmbito do futuro Regulamento de Serviços de Pagamento e do futuro quadro da UE para o combate à fraude online”, destaca.

Contudo, o banco digital nota que a “rápida escalada da fraude através de plataformas online exige esforços intensificados. Consequentemente, a empresa apela às autoridades para que reforcem as regulamentações existentes – particularmente no que diz respeito à responsabilidade e supervisão das plataformas digitais — e que deem prioridade a medidas preventivas mais ambiciosas para proteger eficazmente os cidadãos contra estas ameaças emergentes”.

Recorde-se que investigações recentes “destacam os incentivos financeiros significativos para as plataformas de redes sociais alojarem este tipo de conteúdos”. O estudo, levado a cabo pela Juniper Research, revelou que as plataformas de redes sociais geraram 4,4 mil milhões de euros em receitas provenientes de anúncios fraudulentos.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade