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Subida do endividamento de empresas privadas em máximo de dois anos e particulares com novo recorde em novembro

O endividamento do setor não financeiro teve um aumento em novembro de 2025, de 2,6 mil milhões, para 859,2 mil milhões.

22 Jan 2026 - 12:00

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Foto: Unsplash

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O endividamento do setor não financeiro teve um aumento em novembro de 2025, de 2,6 mil milhões, para 859,2 mil milhões. No setor privado, destaca-se o novo recorde do crescimento homólogo do endividamento dos particulares desde o início da série, em 8,6%, bem como o aumento para as empresas privadas, de 3,12%, um máximo de dois anos. No mês anterior, estes aumentos tinham sido de 8,32% e 2,44%, respetivamente.

O setor privado não financeiro endividou-se em mais 1,6 mil milhões, totalizando 479,7 mil milhões, de acordo com os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Da subida registada, 1,1 mil milhões dizem respeito aos particulares, sobretudo perante os bancos, por via do crédito à habitação, tal como tem sido a tendência.

Do lado das empresas, o aumento de 500 milhões deu-se maioritariamente perante o setor financeiro e o exterior, com 300 milhões para cada um dos casos, maioritariamente sob a forma de empréstimos. Recorde-se que, devido aos arredondamentos, os valores apresentados pelo banco central podem nem sempre coincidir.

Olhando para o setor público, este contraiu mais mil milhões em dívida, ascendendo a 379,5 mil milhões. Segundo explica o Banco de Portugal, o aumento deu-se, sobretudo, perante as administrações públicas, em 2,8 mil milhões, “refletindo o aumento das responsabilidades em depósitos junto do Tesouro e em empréstimos”, em 1,8 mil milhões e 600 milhões, respetivamente.

No sentido inverso, o endividamento do setor público caiu 1,5 mil milhões perante o exterior e 400 milhões perante o setor financeiro, devido à amortização líquida de títulos de dívida pública portuguesa.

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