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Sindicatos contestam estudo que coloca salário médio do setor financeiro em 3250 euros

Os sindicatos usam os valores presentes no acordo coletivo de trabalho mais abrangente para justificar a discordância dos valores apresentados pelo estudo da Randstad.

27 Fev 2026 - 16:46

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Foto: Pexels

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Os sindicatos da Federação do Setor Financeiro (FEBASE) vieram, nesta sexta-feira, contestar os dados do recente estudo da Randstad, que coloca o salário médio bruto do setor financeiro em 3250 euros. “Não pondo em causa o estudo, no entanto, os sindicatos da FEBASE consideram pertinente deixar claro que os dados revelados não refletem a realidade do setor”, criticam.

Os sindicatos – mais especificamente o MAIS, o SBN, o SBC e o STAS – explicam, em comunicado, que “o facto é que a maioria dos bancários está colocado até ao nível 10 da tabela” e, neste patamar, o salário bruto correspondente é de 1528,71 euros. “Aliás, pela mesma tabela, um bancário no topo (nível 18) tem um vencimento bruto de 3140,48 euros, ou seja, inferior ainda ao salário indicado no estudo da multinacional”, argumenta. Segundo estas entidades, este acordo coletivo de trabalho é o que abrange mais trabalhadores.

Para os coletivos sindicais, “salários brutos de 3250 euros, a existirem, só podem ser explicados pelas remunerações variáveis que os bancos atribuem a alguns trabalhadores, como isenção de horário, incentivos, prémios ou bónus quando atingem determinados objetivos, habitualmente muito difíceis de alcançar”. O MAIS, o SBN e o SBC reforçam ainda o carácter temporário destes rendimentos extraordinários, que podem terminar a qualquer momento, e a sua não contabilização para a formação da reforma.

“No caso do setor segurador, a realidade é igualmente distinta da média apresentada”, reiteram os sindicatos. “A maior parte dos trabalhadores dos seguros encontra-se enquadrada nas carreiras técnicas e de especialistas operacionais, cujo salário base médio ronda os 1300 euros brutos mensais”, elucidam.

Mais ainda, referem que no setor da distribuição de seguros, a tabela remuneratória “é ainda mais baixa, onde a maioria aufere um salário base médio mensal na ordem dos 1100 euros brutos”.

Os sindicatos acreditam que a média divulgada pelo estudo da Randstad é “fortemente influenciada por cargos de direção e funções altamente especializadas”. “Acresce que também nos seguros existem componentes salariais além dos salários base, nomeadamente em carreiras técnicas e comerciais, o que empola potencialmente esses valores”, justificam.

Estas entidades aproveitam ainda para criticar as entidades bancárias pela perda sucessiva do poder de compra nos últimos anos, ao mesmo tempo que o setor tem lucros “excecionais”. “Do mesmo modo, a utilização de um valor médio agregado pode induzir uma perceção desajustada da realidade salarial vivida pela maioria dos profissionais do setor segurador. Para uma leitura mais rigorosa, importa distinguir entre salário médio bruto e salário líquido, bem como entre a média global e o salário base por categoria”, defendem.

“Infelizmente, os trabalhadores do setor financeiro não auferem, em média, salários brutos de 3250 euros, conforme alude o estudo da multinacional”, lamentam, acrescentando que “a referência ofende os profissionais e induz a opinião pública em erro”, acusam.

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