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Simplefy intermediou mais 86% de crédito à habitação em 2025 e quer expandir áreas do consumo, seguros e investimentos

A Simplefy intermediou um total de 1,3 mil milhões em crédito à habitação em 2025 e fechou o ano com um EBITDA de 1,9 milhões.

18 Fev 2026 - 16:38

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Rui Lopes, CEO da Simplefy | Foto: Rigby/JornalPT50

Rui Lopes, CEO da Simplefy | Foto: Rigby/JornalPT50

Em 2025, a Simplefy, uma rede de intermediários de crédito portugueses, revelou, nesta quarta-feira que alcançou, em 2025, um volume de 1,3 mil milhões de euros em crédito à habitação intermediado, o que significa um aumento de 86% face ao ano anterior. A Simplefy processou um total de 7026 operações de crédito à habitação em 2025, mais 43% do que em 2024.

O EBITDA da Simplefy em 2025 ascendeu a 1,9 milhões de euros, crescendo 250%. A instituição acredita que isto é o reflexo de “uma operação mais eficiente”. A rede de intermediários de crédito da Simplefy conta com 301 profissionais, dos quais cerca de 30% têm menos de dois anos de experiência, o que, argumenta a Simplefy, “indica uma capacidade de captação e formação de novos talentos para a intermediação de crédito”.

O CEO da empresa, Rui Lopes, acredita estar a “testemunhar um momento histórico” para a instituição e que “estes resultados são o testemunho inegável de um modelo de negócios forte”.

As áreas de Lisboa e Porto concentram perto de 50% do total de crédito intermediado, com Setúbal, Braga e Faro a completar o Top 5 de distritos com maior volume de crédito à habitação.

Segundo a Simplefy, o valor médio por operação realizada foi de 185 027 euros. Este valor está 38% acima do que foi registado no ano passado e está em linha com a tendência nacional reportada pelo INE, “que sinalizou a contínua valorização do imobiliário nas áreas metropolitanas, obrigando as famílias a contratar empréstimos de montantes superiores”, explicou a empresa.

O resultado da Simplefy, considera a mesma, “contrasta positivamente com o panorama geral”. “Segundo dados do Banco de Portugal relativos a 2025, o montante de novos empréstimos para habitação registou uma recuperação moderada face a 2024, impulsionada pela estabilização das taxas Euribor, mas a um ritmo inferior ao apresentado pela Simplefy, o que sugere um ganho de quota de mercado por parte da intermediária”, sublinha.

Para 2026, a empresa revela que “planeia expandir as áreas de crédito ao consumo, seguros e investimentos – segmentos que atualmente representam uma fatia menor do negócio comparativamente ao crédito à habitação”. A instituição quer “uma evolução do modelo de negócio para um formato B2B2C e um foco no apoio ao reconhecimento dos seus intermediários junto do cliente final”.

Outro dos objetivos para este ano é tornar-se uma entidade formadora certificada pelo Banco de Portugal, “e que passará a emitir formação oficial para intermediários de crédito”, adianta a Simplefy.

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