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Sergio Ermotti deve abandonar liderança do UBS em abril de 2027

A corrida ao posto daquele que foi o CEO da banca europeia mais bem pago em 2024 começa. Próximo líder do UBS vai ter de lidar com a implementação das reformas de capital impostas pelo Governo.

13 Jan 2026 - 11:22

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CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

CEO do UBS, Sergio Ermotti | Foto: UBS

O CEO do UBS, Sergio Ermotti, planeia desocupar o seu posto em abril de 2027, após finalizar a integração do falido Credit Suisse, missão para a qual foi recrutado em 2023 – sendo que Ermotti já tinha ocupado esta posição durante nove anos até 2020. Esta saída lança a corrida para aquele que foi o CEO mais bem pago da banca europeia em 2024.

A notícia é avançada pelo Financial Times (FT), citando fontes próximas do assunto. Uma outra fonte, contudo, alertou que a cronologia da sucessão de Ermotti ainda não está finalizada, pelo que a data de término do mandato pode ainda sofrer alterações.

Ermotti prepara a sua saída numa altura em que o UBS trava uma luta com o Governo suíço sobre a imposição de novas regras de capital, que podem, segundo a versão do executivo, obrigar o banco a um reforço de 22 mil milhões de euros em capital. Recorde-se que o banco contestou nesta segunda-feira as medidas propostas pelo Governo e apelaram a uma atenuação das mesmas, mantendo o argumento da competitividade fragilizada, já previamente usado.

No mesmo comunicado, o UBS sublinhou que estimava uma perda de cerca de 31 mil milhões para os seus investidores, fruto da incerteza que o braço de ferro com o Governo tem causado. Ainda assim, o valor das ações do UBS duplicou desde a entrada de Ermotti como CEO, que foi nomeado para, além da integração do Credit Suisse, desenvolver uma estratégia de crescimento para o grupo resultante e deixar uma lista de possíveis sucessores.

A adaptação às novas regras de capital, sejam quais forem, vai ser uma das tarefas prioritárias do novo CEO, mesmo que estas sejam aprovadas antes da substituição.

Entre os perfis que surgem na linha de sucessão, enumerados pelo FT, estão o líder da unidade de gestão de ativos do UBS, Aleksandar Ivanovic, bem como os co-diretores de Gestão de Património do banco, Iqbal Khan e Robert Karofsky. A COO do UBS, Bea Martin, em funções desde outubro, também aparece listada nesta corrida.

Ivanovic faz parte da Comissão Executiva do banco desde março de 2024 e, de acordo com as fontes do periódico britânico, tem impressionado a gestão do banco e aparece no topo dos potenciais sucessores.

Já Khan, um antigo gestor do Credit Suisse que é atualmente o diretor UBS na região Ásia-Pacífico, tem sido visto como o sucessor mais provável de Ermotti, segundo o FT. Na mesma altura, Karofsky foi nomeado diretor na região das Américas.

Por sua vez, Martin chegou a COO em outubro passado após liderar a unidade de ‘non-core and legacy’, que é responsável pela alienação de partes indesejadas do Credit Suisse.

O CEO do UBS comprometeu-se a ficar entre três a cinco anos no cargo, indica o FT, e, já em 2024, apontou à saída no final de 2026 ou início de 2027. Segundo fontes próximas do assunto citadas pelo jornal, Ermotti pode ainda voltar para ser presidente do UBS, caso queira ocupar esse posto.

Em 2024, Sergio Ermotti foi o CEO da banca europeia mais bem pago, com um salário de 16 milhões de euros.

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