3 min leitura
Santander tem lucros de 963,8 milhões de euros em 2025
Instituição financeira é a mais rentável em Portugal e uma das mais rentáveis da Europa. Banco antecipa-se às moratórias governamentais e suspende pagamentos do crédito à habitação
05 Fev 2026 - 10:05
3 min leitura
Santander | Foto: Rigby/JornalPT50
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Santander | Foto: Rigby/JornalPT50
Em atualização
O Banco Santander Portugal registou um lucro líquido de 963,8 milhões de euros em 2025, o que equivale a um RoTE de 31,8%, colocando a instituição como a mais rentável em Portugal (a média do sector no país é de 15%).
Na última apresentação de resultados como CEO do banco, Pedro Castro e Almeida — que será o novo responsável pelo risco do Grupo Santander —, sendo substituído por Isabel Guerreiro, os responsáveis do Santander adiantaram que, relativamente às medidas anunciadas pelo Governo para apoiar as vítimas da tempestade Kristin, o banco já suspendeu a cobrança das prestações do crédito à habitação, antecipando-se à moratória anunciada pelo Executivo.
O diploma prevê que a moratória seja retroactiva a 28 de Janeiro. O banco tenciona reembolsar as prestações que já tenham sido cobradas enquanto a legislação não for publicada. “Penso que, relativamente ao mês de Fevereiro, não haverá dificuldades em relação às prestações do crédito à habitação”, afirmou o administrador Miguel Belo de Carvalho, acrescentando que “as moratórias são um instrumento muito útil e oportuno para as pessoas”.
Assim o banco vai suspender a cobrança das prestações do crédito à habitação assim que a legislação for publicada, e quem já tiver pago, verá os montantes devolvidos, confirmaram os responsáveis do Santander.
“Parou-se o sentimento do cobrar por cobrar”, afirmou Pedro Castro e Almeida, recordando o que se passou durante a pandemia da Covid-19. “Da parte de todos os bancos e das seguradoras existe um grande sentimento de solidariedade face a esta tragédia.”
Relativamente às empresas, aquele responsável considera que “não será com mais crédito ou moratórias que se vão resolver os problemas; é necessário que existam apoios a fundo perdido”.
O contributo do Santander Portugal para o conjunto do Grupo Santander superou os mil milhões de euros, o que representa 7% dos resultados líquidos do Grupo, correspondendo a um crescimento de 1% face a 2024.
Em termos de capital, o rácio CET1 situou-se em 13,5%, menos 3,3 pontos percentuais face ao período homólogo.
Miguel Belo de Carvalho considerou ainda que a Conta Poupança Investimento, anunciada esta semana pela CMVM, “é muito bem-vinda, uma vez que a poupança em Portugal é feita numa base muito conservadora”.
O crescimento dos recursos captados junto dos clientes foi de 7,5%, atingindo os 49,2 mil milhões de euros, enquanto o rácio de eficiência chegou aos 28%. O banco angariou mais 40 mil novos clientes em 2025, totalizando 1,94 milhões, com os clientes digitais a atingirem os 1,33 milhões, o que representa 68% do total de clientes do Santander.
O crescimento dos recursos captados junto dos clientes foi de 7,5%, atingindo os 49,2 mil milhões de euros, enquanto o rácio de eficiência chegou aos 28%. O banco angariou mais 40 mil novos clientes em 2025, totalizando 1,94 milhões, com os clientes digitais a atingirem os 1,33 milhões, o que representa 68% do total de clientes do Santander.
A nova CEO afirmou que o desafio passa por continuar a crescer. “Ter mais clientes, ter mais proximidade e continuar, todos os dias, a tentar fazer melhor, tal como é tradição na equipa do Santander.”
“A minha relação com o risco não é de agora. O Santander entra nesta nova conjuntura mundial com uma forte resiliência. É um dos maiores bancos do mundo e vivemos uma situação de risco geopolítico como não vivíamos há muitas décadas”, referiu Pedro Castro e Almeida.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030