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Salário base de Lagarde foi de 492.204 euros em 2025
A presidente do Banco Central Europeu ganhou mais 26 mil euros do que em 2024. O subsídio de residência foi substituído por uma casa suportada pelo BCE.
28 Fev 2026 - 09:13
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Christine Lagarde/foto BCE
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Christine Lagarde/foto BCE
O Banco Central Europeu (BCE) registou, no ano passado, um resultado negativo de 1,2 mil milhões de euros, substancialmente inferior aos 7,9 mil milhões registados em 2024. Ainda assim, Christine Lagarde viu o seu salário base aumentar em 26 mil euros. Segundo o relatório e contas do BCE, publicado esta semana, a presidente auferiu, no ano passado, um salário base de 492 mil euros, sem direito a subsídio de residência (correspondente a mais 15% do salário base), uma vez que o supervisor europeu optou por disponibilizar uma habitação para a presidente.
Para além do salário pago pelo BCE, Lagarde recebeu ainda cerca de 140 mil euros do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) em 2025, o que perfaz um total superior a 632 mil euros.
No total, os sete membros do Conselho Executivo do BCE e do Conselho de Supervisão receberam, em 2025, mais de 3,9 milhões de euros.
Luis de Guindos, por exemplo, ao acumular o subsídio de residência (63.286 euros), tem um rendimento anual superior a 485 mil euros. De Guindos deixará a vice-presidência do BCE em maio, sendo substituído pelo croata Boris Vujčić.
No relatório e contas do BCE é ainda referido que “os membros do Conselho Executivo e o presidente do Conselho Fiscal também recebem um subsídio de representação, nos termos das Condições de Emprego para o Pessoal do Banco Central Europeu. Os membros de ambos os conselhos podem ainda ter direito a subsídios para despesas familiares, filhos, educação e outros, dependendo das suas circunstâncias individuais”.
“Os salários estão sujeitos a um imposto em benefício da UE, bem como a deduções relativas às contribuições para os regimes de pensões, saúde, cuidados de longa duração e seguro de acidentes. Os subsídios não são tributáveis nem contam para efeitos de pensão”, acrescenta o supervisor europeu.
As perdas do BCE desde 2022 foram precedidas por um longo período de lucros substanciais e, segundo a instituição, “refletem o papel e as ações de política necessárias do Eurosistema para cumprir o seu principal mandato de manter a estabilidade de preços. Além disso, as medidas de política monetária envolvidas, como os programas de compra de ativos, contribuíram para a melhoria dos resultados económicos”.
“Até 2022, o balanço do BCE expandiu-se significativamente, impulsionado principalmente por compras de títulos no âmbito de programas de compra direta. No que diz respeito aos ativos, a maioria dos títulos de política monetária atualmente detidos possui vencimentos longos e cupões fixos, tendo sido adquiridos durante um período em que as taxas de juro eram muito baixas ou nulas”, refere o BCE, acrescentando que “estes ativos não são afetados imediatamente por alterações nas principais taxas de juro do BCE e continuam a gerar rendimentos de juros relativamente baixos”.
A expectativa é que o BCE volte a apresentar lucros em 2026 ou no ano seguinte, embora tal dependa dos níveis futuros das principais taxas de juro e de câmbio, bem como da dimensão e composição do seu balanço.
Em qualquer caso, a solidez financeira do BCE é sublinhada pelo seu capital e pelas suas substanciais contas de reavaliação que, em conjunto, ascendiam a 71,4 mil milhões de euros no final de 2025.
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