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Revolut aposta em planos de assinatura como nova fonte de receita

O diretor de Crescimento da Revolut para o Sul da Europa não acredita no aumento das comissões como fórmula para manter o rendimento e prefere apostar em serviços que tragam mais-valias ao cliente.

07 Jan 2025 - 11:00

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A Revolut está a apostar em planos de assinatura para encontrar novas fontes de receita e fazer face ao ciclo de baixas taxas de juro que se está a instalar. Em entrevista ao jornal espanhol El Economista, Ignacio Zunzunegui, diretor de Crescimento da Revolut para o Sul da Europa (Espanha, Itália Portugal, Grécia, Malta e Chipre), dá conta de que a estratégia de crescimento do ‘neobanco’ passa por dar mais valor em vez de penalizar o cliente. “Questiona-se muito agora na banca como, numa época de taxas de juro mais baixas, se vai gerar rendimento? Bem, através do aumento das comissões. Não acreditamos nessa linha, porque penaliza o cliente. Estamos comprometidos em criar valor e acreditamos que os planos de assinatura são o futuro”, referiu.

Para alcançar este objetivo, a Revolut está a criar planos de assinatura que trazem vários benefícios para os clientes. “Se é um investidor, pode investir com comissões muito mais baixas; se quiser fazer câmbio, também tem taxas bem mais atrativas; se for um aforrador, tem uma taxa de juros bem maior do que a média do mercado”, refere. Acrescentando que “um cliente Revolut Ultra tem até 3,5% de recompensas na sua conta. E não é só isso, estamos a fechar muitos acordos com diversos players para incorporá-los nos serviços de assinatura. Por exemplo, fechámos um acordo para que tenham acesso ao Financial Times; com o Uber One, que normalmente custa 50 euros por ano e será gratuito com o Revolut; ou com a Perplexity, que é uma empresa de tecnologia de inteligência artificial que permitirá ao cliente ter a versão premium”.

A instituição também tem um plano de fidelidade que paga ‘RevPoints’ quando o utilizador paga com cartão de débito, que pode ser trocado por milhas aéreas, descontos em alojamento ou em itens de grandes marcas. “Acreditamos que todos estes tipos de benefícios vão criar uma plataforma que tornará muito mais interessante ter a folha de pagamento no Revolut e subscrever um plano de subscrição”, refere na entrevista.

Inovação nos serviços financeiros

Ignacio Zunzunegui, diretor de Crescimento da Revolut para o Sul da Europa | Foto: LinkedIn

A fintech tem várias inovações tecnológicas previstas para 20025. Apesar de ser uma instituição nativa digital, vai lançar caixas multibanco no início deste ano, tendo escolhido Espanha como país de lançamento. Estas caixas multibanco irão disponibilizar tanto dinheiro como cartão e, a longo prazo, aceitar depósitos em numerário, com segurança avançada através de autenticação por reconhecimento facial.

A Revolut tem mais de 50 milhões de clientes no mundo, atua em 38 países e não para de agregar produtos porque pretende ser um banco universal. “Queremos atrair pessoas que não vêm aqui pelo dinheiro, mas porque a entidade cobre todas as suas necessidades. Estamos a trabalhar num plano de folha de pagamento que será lançado na segunda parte do ano, mas por enquanto não posso ser mais específico…”, adiantou ao jornal espanhol.

Espanha está entre os três mercados com maior expansão, com 8% dos clientes e 2.400 milhões de euros captados em menos de um ano depois de começar a remunerar a poupança. “Se continuarmos neste ritmo, penso que no final de 2025 /início de 2026 poderemos chegar aos 6 milhões”, revela Ignacio Zunzunegui.

O responsável confia que a estratégia da fintech de atrair um milhão de clientes por ano a nível global é sustentável.  “Nos últimos doze meses somámos um milhão e meio e eu diria que 20% dos depósitos vêm da conta paga, o que é muito bom. Se comparo com outros mercados como Portugal, Grécia, Itália…, o potencial de crescimento é muito maior. A penetração que temos em Espanha ronda os 9% em relação ao número de habitantes. Em Portugal e na Grécia rondamos os 14-15%”, adianta.

Ambição global

A ambição da Revolut é chegar a 100 países com receita anual de 100 biliões e 100 milhões de clientes. “Essa é a visão para sermos verdadeiramente um banco global”, refere Zunzunegui.

“Mostrámos que um banco digital pode ser rentável e que o modelo de negócio de diversificação de linhas de receitas é o certo para nós. Nenhuma das nossas linhas de negócios representa mais de 28% do total, o que nos torna muito mais sólidos que outros players que dependem muito mais de um único produto ou de duas ou três linhas de produtos”, esclareceu.

Nesta aspiração para se tornarem um grande banco global, a estratégia diverge das instituições financeiras tradicionais. Zunzunegui esclarece que não pretendem “fazer como fazem as outras entidades ou, pelo menos, de uma forma tão orientada para o preço, ou seja, pagar por isso. O que procuramos é construir fidelidade ao longo do tempo”. E faz uma analogia: “Não pedimos ao cliente em casamento, mas começamos a flirtar, a namorar e depois o relacionamento amadurece e a pessoa vira cliente regular”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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