3 min leitura
Retorno dos maiores bancos europeus equiparado ao das “7 magníficas”
Os 47 maiores bancos europeus do Stoxx 600 tiveram um retorno de 100% desde 2022, superando os 90% das grandes tecnológicas conhecidas como as “7 magníficas”. As taxas de juro em queda vão dificultar a rentabilidade daqui em diante.
14 Fev 2025 - 17:20
3 min leitura
Foto: Pexels
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Foto: Pexels
Os 47 maiores bancos europeus do Stoxx 600 banks apresentam um retorno de 100% desde o início de 2022. No mesmo período, as 7 magníficas – Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Nvidia, Meta e Tesla – deram um retorno de apenas 90%. Esta informação é avançada pelo Financial Times (FT), com base em dados disponibilizados pela Bloomberg.
O jornal britânico apelida estes bancos de “magníficos 47”, notando que não é apenas nas tecnológicas americanas que estão os investimentos valiosos. A análise do FT teve em conta o preço das ações, bem como os dividendos distribuídos ao longo deste tempo. No entanto, relembra também que é importante ter em conta o período temporal que se analisa. A título de exemplo, os bancos tinham retornos “estáticos” no início de 2015, enquanto as 7 magníficas ascendiam a ganhos na ordem dos 2600%.
Olhando para o cenário atual, o FT sublinha que as taxas de juro estão em declínio, o que torna a rentabilidade mais complicada para os bancos. Em 2022, a subida destas mesmas taxas foi o que espoletou a valorização das instituições financeiras, ao mesmo tempo que as tecnológicas assistiram a perdas, explica.
As taxas de juro, no entanto, não vão regressar a zero. Por várias vezes, as entidades reguladoras já mencionaram a meta dos 2% para as taxas de referência, à semelhança do objetivo para a inflação. Os analistas citados pelo FT esperam que o ‘return on common equity’ comece a cair dos 12% de 2024 para 11,4% em 2025 e 11,1% em 2026. Ainda assim, notam, é quase o dobro do valor médio alcançado durante maior parte da última década.
A quantidade de dinheiro que as empresas conseguem devolver é um fator a considerar nesta análise. Tendo em conta dividendos e recompras de ações, o setor bancário está a oferecer um rendimento de perto de 10%, acima do que se tem registado historicamente, reforça o FT. Contudo, o jornal britânico denota o ambiente geral que se vive na Europa, desde as tensões geopolíticas às guerras comerciais, que tornariam “surpreendente” uma manutenção do mesmo ritmo de expansão dos últimos anos.
Em termos de avaliações, os bancos passam uma imagem positiva, pois estão a negociar a um valor semelhante ao contabilístico, atenta o periódico inglês, o que está acima da média de 0,7 vezes dos últimos dez anos. Em termos de comparação, o FT sublinha que o KBW US banks index está a negociar com um prémio de quase 50% em relação ao valor contabilístico, enquanto o MSCI ACWI Banks está a 1,2 vezes.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030