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Remuneração média no setor financeiro atinge 3250 euros

O setor financeiro aufere salários 70% acima da média nacional. Contudo, a remuneração aumentou apenas 24% na última década, enquanto a generalidade da população viu os salários subir 53% no mesmo período.

24 Fev 2026 - 11:11

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Foto: Pexels

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O setor financeiro atingiu uma remuneração média mensal de 3250 euros, de acordo com dados de novembro de 2025 da Randstad Research. A empresa da área dos recursos humanos destaca que esta área continua no “topo da hierarquia salarial em Portugal”, com um salário médio 70% acima da média nacional, que se fixa em 1877 euros.

Segundo adianta a Randstad, a remuneração nas finanças aumentou 24% na última década, enquanto o país em geral observou uma subida de 53%. “No último ano, [o setor financeiro] teve um aumento de 2,6% e de 1,3% no último mês”, revela.

Existe ainda um pico de emprego no setor bancário, que, no terceiro trimestre de 2025, contava com 79,7 mil colaboradores. Este é o valor mais alto registado em toda a série, realça a Randstad, apontando ainda para o contraste com o período pós-Troika, altura em que se atingiram mínimos neste campo. Por sua vez, o setor segurador assiste a uma estabilização do número de trabalhadores, com 19,8 mil, após um máximo atingido na pandemia.

Em termos de desemprego, existem 2022 inscritos nos centros de emprego portugueses, com o setor a representar 0,8% do desemprego total. Lisboa concentra 911 inscritos, o valor mais alto, seguida pelo Porto, com 735.

Segundo a análise da Randstad, o setor financeiro conta também com uma forte presença feminina. No terceiro trimestre, as mulheres representavam quase 54% do emprego nesta área, totalizando 61 mil pessoas. Os homens eram 52 mil, representando 46%.

A instituição nota ainda uma “transformação profunda na estrutura do setor” devido ao encerramento de mais de metade da rede de bancos e caixas económicas, entre 2012 e 2024, passando de 5571 para 2751. “Esta racionalização física foi acompanhada por uma especialização das funções: atualmente, o setor é dominado por especialistas das atividades intelectuais e científicas (42,9%) e técnicos de nível intermédio (28,8%)”, sublinha a Randstad.

Joana Gonçalves, ‘senior manager’ de Finanças, Banca & Serviços Financeiros, considera que “o setor financeiro continua a ser um dos pilares de emprego de qualidade em Portugal, oferecendo remunerações significativamente acima da média e atraindo talento altamente qualificado”. “No entanto, a forte contração da rede física de balcões e a volatilidade sazonal dos salários mostram que estamos perante um setor em plena mutação, onde a digitalização exige novas competências e onde a estabilidade contratual convive com desafios de adaptação estrutural”, acrescenta.

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