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Relatório sobre o Mercado Único Bancário divulgado este ano
A Comissão Europeia vai propor uma agenda de reforma do setor para responder às necessidades dos operadores europeus.
27 Jan 2026 - 18:27
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Maria Luís Albuquerque, Comissária para os Serviços Financeiros e a União da Poupança e dos Investimentos | Foto: Comissão Europeia
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Maria Luís Albuquerque, Comissária para os Serviços Financeiros e a União da Poupança e dos Investimentos | Foto: Comissão Europeia
A Comissão Europeia vai revelar, “até ao final do ano, um relatório destinado a construir uma visão global, imparcial e abrangente dos obstáculos à concretização de um verdadeiro Mercado Único Bancário e, subsequentemente, propor uma agenda de reforma bancária positiva e orientada para o futuro, que responda às necessidades específicas dos mercados e dos operadores europeus”, revelou nesta terça-feira, em Paris, a comissária europeia dos Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque.
A responsável falava num encontro organizado pela Europlace, associação que promove o centro financeiro de Paris a nível europeu e internacional.
Maria Luís Albuquerque afirmou que “o relatório avaliará a competitividade do setor bancário da União Europeia (UE), identificando os principais desafios que o afetam e analisando a fragmentação ainda existente no Mercado Bancário Único”.
A comissária adiantou ainda que “estamos a analisar um vasto leque de questões relacionadas com a regulação e a supervisão prudencial, a gestão de crises, a governação, a digitalização e os desenvolvimentos tecnológicos, a proporcionalidade e a diversidade do setor bancário, a prestação de serviços pelos bancos, bem como a sua capacidade de financiar a inovação e as transições digital e ecológica, entre muitas outras”.
A responsável recordou que “em 2024, a capitalização total dos mercados regulamentados da UE representava 73% do PIB da União. Em comparação, os Estados Unidos apresentavam uma capitalização de mercado equivalente a 270% do PIB, enquanto o Reino Unido registava valores superiores a 130% do PIB”, acrescentando que “a nossa infraestrutura de liquidação na Europa é complexa e dispendiosa — muito mais do que nos Estados Unidos”.
Segundo Maria Luís Albuquerque, “a gestão de ativos na UE é também altamente fragmentada, com atividades transfronteiriças limitadas, o que resulta num elevado número de fundos de pequena dimensão, quando aquilo de que o setor europeu de fundos necessita é de escala”.
“Na conceção das nossas propostas para a União das Poupanças e do Investimento, e após uma ampla consulta às partes interessadas, a nossa lógica foi simples: identificar os obstáculos e eliminá-los”, concluiu.
De acordo com a comissária, “a principal via para gerir riscos é a diversificação. Na Europa, estamos ativamente à procura de novos parceiros em todo o mundo, ao mesmo tempo que reforçamos as nossas próprias capacidades estratégicas”, acrescentando que “a nossa procura de autonomia estratégica não significa um fechamento sobre nós próprios, mas sim o alargamento dos nossos horizontes globais”.
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