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Rede SWIFT e 13 bancos internacionais duplicaram deteção de fraude com recurso à IA

Os bancos ANZ, o BNY e o Intesa Sanpaolo estão entre os participantes do projeto. Estima-se que o crime financeiro tenha custado ao setor 485 mil milhões de dólares só em 2023.

15 Set 2025 - 15:00

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Foto: Freepik

Foto: Freepik

A Sociedade para as Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (SWIFT) e 13 bancos internacionais duplicaram a deteção de fraude em tempo real em testes que envolveram dez milhões de transações simuladas.

As experiências pioneiras recorreram a tecnologias de inteligência artificial (IA) para permitiram às instituições partilhar dados de transações mantendo a privacidade e a segurança de ponta a ponta.

Entre os participantes estiveram o neozelandês ANZ, o norte-americano BNY e o italiano  Intesa Sanpaolo, bem como parceiros tecnológicos como a Google Cloud.

Num dos casos de uso, as a tecnologias de reforço da privacidade (PET) permitiram aos participantes verificar em tempo real informações sobre contas suspeitas. Algo que, segundo a rede SWIFT, representa “um avanço que poderá acelerar a identificação de redes complexas de criminalidade financeira internacional e evitar a execução de transações fraudulentas”.

Noutro caso, os participantes combinaram PET com aprendizagem federada — um modelo de IA que “visita” cada instituição para treinar localmente nos respetivos dados, permitindo colaboração sem partilha de informação de clientes — para identificar transações anómalas. Treinado com dados sintéticos de dez milhões de transações artificiais entre os participantes, o modelo foi duas vezes mais eficaz a detetar fraudes conhecidas do que um modelo treinado apenas nos dados de uma instituição, revela a plataforma de comunicação num comunicado divulgado nesta segunda-feira.

“Estas experiências demonstram o poder de convocatória da SWIFT enquanto cooperativa de confiança no centro das finanças globais. Uma defesa contra a fraude construída por todo o setor será sempre mais forte do que a de uma instituição isolada. A indústria perde milhares de milhões com fraude todos os anos, mas ao permitir a partilha segura de inteligência transfronteiriça estamos a abrir caminho para reduzir significativamente este valor e a travar a fraude em minutos, em vez de horas ou dias”, sublinha Rachel Levi, diretora de IA na SWIFT.

Após estes resultados positivos, a SWIFT pretende alargar a participação antes de lançar uma segunda fase de testes, que recorrerá a dados reais de transações e procurará demonstrar o impacto das tecnologias em fraudes no mundo real.

Para Enrico Canna, diretor do Centro de Prevenção de Fraude e Proteção ao Cliente no Intesa Sanpaolo, um dos bancos participantes, “a fraude em pagamentos transfronteiriços aumenta a fricção no ecossistema e gera custos significativos a nível setorial. A Intesa Sanpaolo colabora nestas experiências preliminares lideradas pela Swift para demonstrar o impacto positivo de uma abordagem sinérgica, apoiada nas tecnologias mais avançadas, para tornar o ecossistema mais seguro e fiável”.

Por sua vez, David Buckthought, diretor de Tecnologia – Serviços de Pagamento e Ativos Digitais no ANZ, destaca que o aumento da fraude e dos esquemas fraudulentos “é um problema global que afeta todas as instituições financeiras”. E salienta a importância de uma experiência sectorial, na medida em que “dará aos bancos uma defesa mais robusta contra atividades fraudulentas”.

Estima-se que o crime financeiro tenha custado ao setor 485 mil milhões de dólares só em 2023.

“A segurança é fundamental nos pagamentos transfronteiriços. Usando as tecnologias mais recentes, este grupo alcançou resultados que mostram como estas ferramentas podem fortalecer todo o ecossistema e demonstrar o valor da Swift enquanto cooperativa que reúne organizações concorrentes em prol de um bem maior, ao mesmo tempo que define padrões de segurança e melhora a experiência de todos os intervenientes”, sublinha, por sua vez, Isabel Schmidt, responsável de Plataformas no BNY.

 

 

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