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Próximo presidente da SIBS pode ser estrangeiro
O sucessor de Madalena Cascais Tomé está a ser escolhido através de um processo de head hunting internacional, que ainda não está concluído.
07 Nov 2025 - 07:15
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Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS | Foto: Jornal PT50/Paulo Vaz Henriques
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Madalena Cascais Tomé, CEO da SIBS | Foto: Jornal PT50/Paulo Vaz Henriques
O sucessor de Madalena Cascais Tomé à frente da Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) está a ser selecionado através de um processo de head hunting internacional, o que significa que o eleito poderá ser um estrangeiro. Segundo apurou o Jornal PT50, os acionistas da sociedade que gere a rede Multibanco estiveram de acordo com este processo de escolha alargada.
A intenção foi não fazer recair a sucessão sobre os elementos que compõem o atual conselho de administração, mas antes alargar a seleção a um universo mais vasto, incluindo candidatos internacionais. Os responsáveis por este processo de head hunting deverão apresentar em breve a short list dos nomes selecionados, para que os acionistas — que são os bancos que operam em Portugal — possam escolher.
Recorde-se que, na estrutura acionista da SIBS, a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium BCP detêm cerca de 21,5% do capital cada um, enquanto o Santander e o BPI possuem aproximadamente 15% cada. Seguem-se o Novo Banco (8%), o BBVA (6%) e o Banco Montepio (2%). Existem ainda outras 14 instituições bancárias — desde o Crédito Agrícola ao Abanca e ao ActivoBank — cada uma com uma participação inferior a 1%.
Dessa short list deverão constar três nomes com o perfil indicado pelos acionistas, que posteriormente serão submetidos a entrevistas de seleção.
Recorde-se que Madalena Cascais Tomé foi presidente executiva da SIBS durante uma década, tendo sucedido, em 2015, a Vítor Bento na liderança da empresa de sistemas de pagamentos.
Licenciada em Matemáticas Aplicadas pelo ISEG, com uma pós-graduação em Estudos de Mercado e CRM, Madalena Cascais Tomé iniciou a sua vida profissional em 1999 como consultora na McKinsey & Company, adquirindo experiência nas áreas da Banca, Seguros, Telecomunicações e Distribuição. Foi ainda consultora a nível europeu nas áreas de Retail Banking e Marketing Estratégico. Ingressou na Portugal Telecom — hoje Altice Portugal — em 2009, empresa onde fez carreira até entrar na SIBS.
Em 2024 foi reeleita para mais um mandato de três anos, mas aceitou entretanto um cargo internacional, ao ser convidada para diretora de Serviços Financeiros da Worldline, uma das maiores empresas de pagamentos com sede em França.
Em julho, foi igualmente eleita presidente da European Mobile Payment Systems Association (EMPSA), para um mandato de dois anos. A associação reúne 11 sistemas de pagamento europeus, presentes em 14 países, representando aproximadamente 110 milhões de utilizadores e centenas de prestadores de serviços de pagamento europeus, processando 8,2 mil milhões de transações em 2024. Entretanto, foi substituída neste cargo pela COO da SIBS, Teresa Mesquita, eleita por unanimidade no mês passado.
O mandato de Madalena Cascais Tomé ficou marcado pela inovação e pelo reforço da importância da SIBS a nível nacional e internacional. Foi durante a sua liderança que foram lançados produtos e serviços inovadores, como o MB WAY — que conta atualmente com mais de 6,5 milhões de utilizadores e é interoperável com outras soluções europeias —, que se solidificou a presença internacional, com a criação da SIBS Roménia e a aquisição da Paytel, e que se expandiu a atividade para novas áreas, como o SIBS ESG, a certificação digital Multicert e as soluções Metacase.
Após a saída de Madalena Cascais Tomé, em setembro, as funções executivas no Conselho de Administração estão a ser exercidas pelo presidente deste órgão, Vítor Fernandes, antigo administrador do Novo Banco.
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