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Prestação média mensal do crédito à habitação sobe há cinco meses
As novas operações de crédito à habitação tiveram uma taxa de juro média de 2,83%. Prestação média fixou-se em 421 euros em janeiro.
04 Mar 2026 - 12:12
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As prestações mensais médias no crédito à habitação estão numa tendência ascendente desde setembro, tendo atingido em janeiro 421 euros, mais 3 euros do que no mês anterior, mas apenas 1 euro acima do período homólogo. Entre os novos empréstimos, 77,07% foram contratados a taxa mista, 2,72% a taxa fixa e 20,21% a taxa variável.
Os dados divulgados pelo Banco de Portugal indicam que a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação se fixou em 2,83%, menos 0,02 pontos percentuais (pp) do que em dezembro. Comparando com o mês homólogo, a taxa de juro média caiu 0,29 pp.
Os créditos com taxa mista registaram uma taxa de juro média de 2,72%, menos 0,03 pp do que em dezembro. Já as operações com taxa fixa e taxa variável fixaram-se em 3,55% e 2,79%, respetivamente, equivalendo a descidas de 0,05 pp e 0,07 pp.
As renegociações estão agora abaixo das novas contratações de crédito, segundo o banco central. Os novos contratos de crédito à habitação registaram uma taxa de juro média de 2,84%, igual ao mês anterior, enquanto as renegociações baixaram de 2,85% para 2,81%.
Portugal continua a manter a sua posição entre a zona euro, com a quarta taxa de juro média no crédito à habitação mais baixa. A média do euro está em 3,36%, tendo aumentado 0,06 pp face a dezembro.
Em janeiro, as novas operações de empréstimos a particulares totalizaram 3,08 mil milhões menos 450 milhões do que no mês anterior. Os novos contratos ascenderam a 2,59 mil milhões, o que equivale a uma redução de 499 milhões, e as renegociações atingiram 493 milhões, mais 49 milhões do que em dezembro. O Banco de Portugal explica que a redução nos novos contratos se deve, principalmente, à diminuição de 408 milhões no crédito à habitação, que totalizou 1,78 mil milhões.
Na variante do consumo, a taxa média das novas operações subiu 0,53 pp para 9,15%. O supervisor financeiro justifica que este aumento decorre da atualização do preçário dos bancos e está em linha com as variações que normalmente ocorrem no mês de janeiro. Os empréstimos para outros fins tiveram uma taxa de juro média de 3,54%, mais 0,11 pp.
Os empréstimos concedidos às empresas caíram 1,31 mil milhões entre dezembro e janeiro, tendo alcançado 1,98 mil milhões. Houve uma diminuição de 1,24 mil milhões em novos contratos e de 72 milhões em renegociações.
As novas operações até 1 milhão de euros foram responsáveis por 1,01 mil milhões dos créditos, enquanto as operações acima desse valor equivaleram a 964 milhões. Estes valores refletem quedas de 505 e 807 milhões, respetivamente.
Os novos empréstimos a empresas tiveram uma taxa de juro média de 3,7%, mais 0,05 pp. O aumento refletiu o aumento de 0,13 pp na taxa das operações até 1 milhão, para 3,9%. Já os empréstimos acima de 1 milhão baixaram 0,05 pp para 3,49%.
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