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Portugueses retiram 1 653 milhões de euros de depósitos a prazo

Portugal apresenta a quarta taxa mais baixa de remuneração das poupanças na zona euro

06 Jan 2026 - 11:33

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Foto: Unsplash

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Em novembro, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares manteve-se nos 1,37%, sem alterações face ao mês anterior, revelou nesta terça-feira o Banco de Portugal. Com esta fraca remuneração das poupanças — a quarta mais baixa da zona euro, onde a média se situa nos 1,80% — os portugueses retiraram 1 653 milhões de euros dos depósitos a prazo apenas no mês de novembro.

No conjunto dos países da área do euro, a taxa de juro média dos novos depósitos manteve-se inalterada, em novembro, nos 1,80%. Com este resultado, Portugal desceu uma posição no ranking, passando a apresentar a quarta taxa mais baixa da área do euro.

Os países que melhor remuneram as poupanças dos depositantes são a Itália e os Países Baixos, com taxas de juro na ordem dos 2,5%. Abaixo de Portugal surgem a Eslovénia, com 1,2%, e a Grécia e o Chipre, ambos com uma remuneração de 1,1%.

No caso das empresas, a remuneração média dos novos depósitos a prazo diminuiu de 1,68% em outubro para 1,66% em novembro. O montante destas novas operações totalizou 8 638 milhões de euros, menos 1 132 milhões de euros do que no mês anterior. Os depósitos a prazo até um ano representaram 99,7% do total dos novos depósitos a prazo de empresas.

Ao nível do crédito, registou-se uma descida em novembro, com as novas operações de empréstimos a particulares a totalizarem 3 335 milhões de euros, menos 329 milhões de euros do que em outubro. Estas operações incluem novos contratos e contratos renegociados.

Os novos contratos de empréstimos a particulares diminuíram 201 milhões de euros, atingindo 2 898 milhões de euros. As renegociações de crédito somaram 437 milhões de euros, menos 127 milhões de euros do que no mês anterior.

O montante dos novos contratos de empréstimos para habitação caiu 110 milhões de euros, para 2 058 milhões de euros. Os jovens até aos 35 anos representaram 62% do montante total de novos contratos para habitação própria permanente, mais um ponto percentual (pp) do que o observado em outubro.

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