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Portugueses dão ouro como garantia de empréstimos

Negócio dos penhores em crescimento, com o Crédito Económico Popular a atingir uma carteira de 20,5 milhões de euros.

09 Dez 2025 - 17:31

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Os portugueses estão a aderir aos empréstimos sobre penhor, dando como colateral ouro e jóias. Segundo dados revelados nesta terça-feira pelo Crédito Económico Popular (CEP), especialista português em empréstimos sobre objetos de ouro, prata ou jóias, no mês de dezembro a carteira de empréstimos totalizou 20,5 milhões de euros, representando um crescimento de 7% nos últimos dois meses. De acordo com esta entidade, que pertence ao grupo Kruso Kapital S.p.A., 97% dos empréstimos em carteira têm ouro como garantia, sendo o restante assegurado por jóias, objetos de prata e relógios.

Em Portugal, o empréstimo médio sobre penhor ronda os 970 euros, podendo chegar aos 1.200 euros. A duração típica dos empréstimos é de cerca de nove meses, após os quais os clientes, na maioria dos casos, liquidam o empréstimo e recuperam os bens dados em garantia.

“O perfil do cliente é diversificado: inclui tanto mulheres como homens (com uma idade média entre os 45 e os 50 anos), que procuram uma solução rápida e sem burocracia para fazer face a imprevistos, necessidades ou oportunidades pontuais de tesouraria, mas também pequenos empresários e comerciantes que valorizam a agilidade e a discrição do crédito de penhor. O denominador comum é a procura de crédito acessível, seguro, imediato e responsável, sem comprometer património nem recorrer ao endividamento tradicional”, afirmou ao Jornal PT50 Isabel Teixeira, diretora-geral do CEP.

As mulheres representam 60% da base de clientes do CEP e a grande maioria — 93% — tem nacionalidade portuguesa, sendo apenas 7% clientes estrangeiros. O perfil de clientes do CEP é diversificado e abrange uma ampla variedade de áreas de atividade e situações profissionais. Em termos etários, 49% dos clientes têm mais de 50 anos, 43% têm entre 30 e 49 anos e 8% têm menos de 30 anos.

Na maioria dos casos, os clientes recorrem ao CEP para responder a necessidades financeiras do quotidiano, como obter liquidez para comprar um carro, pagar despesas domésticas ou pessoais, suportar a renda, investir ou reforçar um negócio, realizar obras em casa ou na loja, enfrentar custos médicos ou lidar com imprevistos. Isto mostra que o penhor continua a ser uma solução financeira rápida, segura e responsável para quem precisa de acesso imediato a crédito.

Isabel Teixeira adiantou ao Jornal PT50 que “o penhor assegura ainda um elevado nível de confidencialidade, uma vez que o processo é discreto e não implica qualquer reporte à central de crédito. Outra vantagem significativa é a flexibilidade: o cliente pode recuperar o seu bem a qualquer momento, bastando para isso reembolsar o empréstimo”, acrescentando que “por fim, este modelo previne o sobre-endividamento, pois o montante emprestado nunca excede o valor do bem dado como garantia, eliminando assim o risco de comprometer a estabilidade financeira do cliente. Estas características fazem do penhor uma alternativa responsável, transparente e eficaz face a outros instrumentos de crédito tradicionais, além de as taxas serem mais vantajosas do que as taxas máximas dos cartões de crédito.”

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