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Piero Cipollone: «Se a legislação do euro digital fosse aprovada hoje, comerciantes e prestadores de TI aplicavam-na imediatamente»

Membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu diz que o euro digital será gratuito para o uso corrente

26 Jan 2026 - 17:16

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Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do BCE | Foto: BCE

Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do BCE | Foto: BCE

Numa entrevista ao diário alemão Süddeutsche Zeitung, Piero Cipollone reafirma a sua defesa do euro digital. Explica que será gratuito para o uso corrente e que todos os comerciantes que hoje já aceitam pagamentos digitais passarão também a aceitar o novo formato da moeda única.

«Se a lei do euro digital fosse aprovada hoje, comerciantes e prestadores de serviços de TI começariam a implementá-la imediatamente. Assim que as regras forem definidas, os padrões do euro digital estarão disponíveis para todos, e os comerciantes poderão preparar-se para estarem prontos», afirma Piero Cipollone. O membro da Comissão Executiva do Banco Central Europeu (BCE) garante ainda que «as soluções de pagamento privadas europeias poderão utilizar os padrões gratuitos do euro digital para expandir os seus negócios, mesmo antes do lançamento do euro digital».

O responsável do BCE esclarece algumas das dúvidas mais básicas sobre a nova forma de pagamento: «Todos os comerciantes que aceitam pagamentos digitais atualmente serão obrigados, no futuro, a aceitar também o euro digital. E os comerciantes ficarão satisfeitos, porque as taxas cairão significativamente, uma vez que é o BCE que fornece a infraestrutura».

A existência da forma digital da moeda única vem colmatar o vazio que resulta da impossibilidade de pagar em numerário qualquer compra realizada online. «E quando se paga com cartão essas compras, geralmente incorre-se no pagamento de uma taxa. O euro digital, por outro lado, será gratuito para o uso corrente. Será como dinheiro em espécie, mas em formato digital. Estamos simplesmente a criar uma opção adicional. As moedas e as notas continuarão disponíveis; ninguém será obrigado a mudar», sublinha Cipollone.

Na entrevista, reproduzida nesta segunda-feira no site do BCE, o responsável afasta os receios de roubo ou extravio do dinheiro. «O euro digital será guardado em contas nos servidores do Eurosistema ou no seu smartphone. Também será possível descarregar o euro digital para um cartão com o logótipo do euro digital.»

E em caso de roubo do telemóvel ou do cartão, o dinheiro desaparece? Cipollone responde: «Não. O dinheiro na sua conta está seguro e poderá utilizá-lo através de outros dispositivos; os ladrões não conseguirão gastá-lo. Apenas o dinheiro que o utilizador transferiu para o seu telemóvel ficará armazenado nesse dispositivo. Nesse caso, perder o telemóvel ou o cartão seria como perder a carteira física, em que apenas o dinheiro que lá se encontra seria perdido. Naturalmente, poderemos bloquear o telemóvel ou o cartão e, se forem recuperados, será possível reaver o dinheiro aí armazenado.»

Para Cipollone, «não podemos esquecer que o euro digital também tem uma importância estratégica. Não somos apenas consumidores, somos antes de tudo cidadãos europeus. Não nos sentiremos mais seguros sabendo que o dinheiro que usamos diariamente para pagar se baseia numa tecnologia europeia, ou seja, está em mãos europeias e não depende de países terceiros?».

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