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Pablo López Gil-Albarellos é o novo ‘country manager’ da Trade Republic para Portugal e Espanha

Pablo López Gil-Albarellos está na empresa há cinco anos. A Trade Republic quer reforçar a proximidade com os clientes e diversificar a oferta, incluindo mercados privados.

15 Set 2025 - 06:47

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Pablo López Gil-Albarello, 'country manager' da Trade Republic | Foto: Trade Republic

Pablo López Gil-Albarello, 'country manager' da Trade Republic | Foto: Trade Republic

A Trade Republic, banco digital alemão presente em Portugal, já tem um novo líder em Portugal e Espanha, após a saída de Antón Diez Tubet, que passou a ‘country manager’ do rival N26. Pablo López Gil-Albarellos vem preencher o posto e tem como foco para 2026 “aprofundar a presença em Portugal e Espanha”, segundo explicou ao Jornal PT50.

Na empresa desde 2021, Pablo Gil-Albarellos liderou inicialmente o lançamento da empresa em Espanha e atualmente está à frente das Operações de Produto para cartões, contas à ordem e contas familiares, informa a Trade Republic. “Construiu e escalou equipas multifuncionais, supervisionou a localização do produto e da sucursal espanhola e ajudou a lançar o cartão Trade Republic em 18 mercados”, destaca o banco digital. Formado em Direito e Administração de Empresas, trabalhou na Monitor Deloitte antes e assessorou instituições financeiras em estratégia, M&A e crescimento em ‘fintech’.

Questionado sobre os objetivos para o próximo ano e a longo prazo, Gil-Albarellos quer garantir que a “oferta responde às necessidades específicas de cada mercado”. Para o novo ‘country manager’, “isso implica reforçar a proximidade com os clientes, desenvolver novas parcerias estratégicas e continuar a aumentar a visibilidade junto dos media, reguladores e instituições financeiras”.

O líder da Trade Republic na Península Ibérica revela que o objetivo a longo prazo é consolidar a empresa “como um dos principais bancos em Portugal”, ao mesmo tempo que são “reconhecidos não apenas pela inovação tecnológica, mas também pelo impacto positivo na educação financeira e na criação de património sustentável a longo prazo para milhões de pessoas”.

Pablo Gil-Albarellos entende que “Portugal apresenta um desafio específico: além do défice das pensões, comum a toda a Europa, o país enfrenta fragilidades em literacia financeira”. Citando o Eurobarómetro da Comissão Europeia de 2023, relembra que Portugal ocupa a penúltima posição na União Europeia, com 42% dos inquiridos a responder corretamente à maioria das questões.

O banco digital alemão acredita que, em apenas três anos, “conquistou a confiança dos investidores portugueses. Os clientes valorizam especialmente a simplicidade, a segurança e a transparência” da sua resposta, destaca. “O feedback tem sido muito positivo, sobretudo relativamente ao nosso papel na promoção da poupança para a reforma e na criação de património a longo prazo, através de soluções como planos de poupança e depósitos remunerados”, adianta. Em Portugal, indica que conta com “dezenas de milhares de investidores ativos”, com um total superior a um milhão na Península Ibérica e mais de 10 milhões em 18 mercados.

De corretora a gestora de patrimónios

A Trade Republic revela ainda que vai agora passar de corretora para gestora de patrimónios. Ao Jornal PT50, a empresa explica que isto “significa oferecer uma experiência de investimento mais completa e diversificada. Até agora, o nosso foco estaca nos mercados públicos, como ações, ETF e obrigações”. O racional por detrás desta decisão “é claro: a construção de património a longo prazo exige diversificação”.

Isto é, esclarece Gil-Albarellos, até agora, o acesso aos mercados privados estava restrito a investidores institucionais, com mínimos de 10 mil euros ou mais. “A partir de agora, qualquer investidor pode participar a partir de apenas 1 euro”, sublinha. Este novo avanço, nos mercados privados, é feito em parceria com a Apollo e a EQT, avança o banco.

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