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Os 29 bancos que mandam no Mundo
Americanos lideram com oito instituições, seguidos da União Europeia com sete. Os bancos chineses com influência global são cinco, os ingleses três e há apenas um suíço.
30 Nov 2025 - 09:40
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O Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), em consulta com o Comité de Basileia de Supervisão Bancária (BCBS) e com as autoridades nacionais, identificou a lista de 2025 dos bancos sistemicamente importantes a nível global (G-SIBs). São 29 as instituições financeiras que têm influência sobre a economia mundial, consideradas pelos reguladores como “demasiado grandes para falir”, com domínio a pertencer aos Estados Unidos (oito bancos), seguidos da União Europeia (sete instituições) e da China (cinco bancos).
O número total de bancos manteve-se igual ao de 2024, mas verificaram-se algumas alterações relevantes. Três bancos mudaram de categoria: o Bank of America e o Industrial and Commercial Bank of China passaram para um nível superior, implicando uma exigência de capital maior, enquanto o Deutsche Bank desceu um nível, ficando sujeito a um requisito de capital inferior.
Assim, integram a lista dos 29 bancos mais importantes do mundo:
Oito bancos dos Estados Unidos
-
JP Morgan Chase
-
Bank of America
-
Citigroup
-
Goldman Sachs
-
Bank of New York Mellon
-
Morgan Stanley
-
State Street
-
Wells Fargo
Sete instituições da União Europeia, nomeadamente os franceses:
-
BNP Paribas
-
Groupe Crédit Agricole
-
Groupe BPCE (que recentemente comprou o Novo Banco por 64 mil milhões de euros)
-
Société Générale
A estes juntam-se:
-
Deutsche Bank (Alemanha)
-
ING (Países Baixos)
-
Grupo Santander (Espanha)
Cinco bancos chineses
-
Industrial and Commercial Bank of China
-
Agricultural Bank of China
-
Bank of China (presente em Portugal através da sucursal Bank of China Europe S.A.)
-
Bank of Communications (BoCom)
-
China Construction Bank
Três instituições do Reino Unido
-
HSBC (Hong Kong and Shanghai Banking Corporation)
-
Barclays
-
Standard Chartered
Três bancos do Japão
-
Mitsubishi UFJ FG
-
Mizuho FG
-
Sumitomo Mitsui FG
Dois bancos do Canadá
-
Royal Bank of Canada
-
Toronto Dominion
Devido à sua relevância na economia mundial, estas instituições financeiras estão sujeitas a regras de supervisão específicas; têm que ter reservas de capital mais elevadas. Desde a atualização de novembro de 2012, os G-SIBs são distribuídos por categorias que determinam reservas adicionais de capital, exigidas pelas autoridades nacionais em conformidade com as normas internacionais.
Têm que ter uma maior Capacidade Total de Absorção de Perdas (TLAC). Os G-SIBs devem cumprir o padrão TLAC, juntamente com os requisitos de capital regulamentar definidos no âmbito de Basileia III. A implementação deste padrão começou a 1 de janeiro de 2019.
Têm requisitos mais exigentes em relação à capacidade de resolução. O que incluiu um planeamento de resolução ao nível de todo o grupo e avaliações regulares da capacidade de resolução. Esta capacidade é analisada no Processo de Avaliação de Capacidade de Resolução (RAP) do FSB por reguladores seniores integrados nos Grupos de Gestão de Crises.
E em relação a eles existem expectativas de supervisão mais elevadas, que incluem exigências reforçadas nas funções de gestão de riscos, capacidades de agregação de dados de risco, governação e controlos internos.
O Comité de Basileia de Supervisão Bancária publica anualmente os denominadores atualizados usados para calcular as pontuações dos bancos e os limites utilizados para alocá-los a categorias, além de disponibilizar ligações para as divulgações públicas da amostra completa de bancos avaliados, conforme os critérios definidos na estrutura G-SIB do BCBS.
O Comité de Basileia publica ainda os treze indicadores de alto nível relativos aos bancos incluídos na amostra de avaliação utilizada no exercício de classificação dos G-SIBs para 2025.
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