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O croata Boris Vujcic será o novo vice-presidente do BCE
Lituânia, Estónia, Portugal e Letónia retiraram candidatos da corrida à vice-presidência do Banco Central Europeu.
19 Jan 2026 - 14:30
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
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BCE sede | Foto: ecb multimedia
Depois da a Lituânia e a Estónia terem retirado os seus candidatos à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), na primeira ronda de votações, chegou a vez de Centeno e do letão Martins Kazaks abandonarem a corrida. Segundo fontes contactas pelo Jornal PT50 em Bruxelas na votação entre o finladês Oli Rehn e o croata Boris Vujcic, venceu este último que assim garante a vice-presidência do BCE.
A escolha foi feita na terceira ronda, já composta por dois candidatos de entre seis iniciais, com Boris Vujčić a arrecadar o necessário apoio (de 72% dos Estados-membros da área da moeda única – ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro -, representando pelo menos 65% da população), face ao governador do banco central da Finlândia e ex-comissário europeu para Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn.
Na segunda ronda de votações, o Governo português retirou a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno à vice-presidência do BCE, num esforço para consenso que levou à retirada dos menos votados.
Na reunião dos ministros das Finanças do euro, após uma primeira ronda de votação que durou cerca de uma hora, foram retiradas as candidaturas do antigo ministro das Finanças da Lituânia, Rimantas Šadžius, e do governador do banco central da Estónia, Madis Müller.
À chegada a Bruxelas para a reunião do Eurogrupo, o ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, falou logo numa “eleição difícil” para a vice-presidência do BCE indicando porém manter “alguma esperança”.
“Esta é uma eleição difícil. Primeiro, é uma eleição difícil pelas próprias regras, porque aquilo que está em cima da mesa é uma maioria qualificada reforçada e há seis candidatos e, portanto, é natural que nesta reunião possa haver várias rondas até se eventualmente chegar a um candidato que reúna esses requisitos”, disse Joaquim Miranda Sarmento, falando à chegada à reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, na qual se vai decidir o sucessor de Luis de Guindos na vice-presidência do BCE, a partir de junho.
“Nós apresentámos a candidatura do Dr. Mário Centeno após a manifestação de disponibilidade que ele tem. […] Nós apoiamos sempre portugueses quando eles têm a possibilidade de concorrer a um cargo internacional ou europeu”, referiu.
Indicando ter realizado “um conjunto de esforços” diplomáticos junto de outros países, Joaquim Miranda Sarmento adiantou que, “se o doutor Centeno não tivesse currículo para o cargo, nem sequer se teria apresentado a candidatura”.
O escolhido teve de arrecadar o apoio de 72% dos Estados-membros da área da moeda única (ou seja, pelo menos 16 dos 21 países do euro), representando pelo menos 65% da população. Na sequência da discussão do Eurogrupo, o Conselho da União Europeia adotará uma recomendação ao Conselho Europeu (ao nível de líderes), deliberando por maioria qualificada reforçada dos países do euro.
Em conformidade com o processo de seleção, depois de dados estes passos, o BCE e o Parlamento Europeu serão consultados antes de o Conselho Europeu tomar uma decisão final.
O Governo português decidiu apresentar formalmente a candidatura de Mário Centeno a vice-presidente do BCE, no seguimento de um pedido do próprio.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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