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Num ano, os bancos baixaram os juros dos depósitos de 2,16% para 1,36%
Portugal é o quarto país da zona euro que pior remunera as poupanças aplicadas em depósitos, mas estes continuam a aumentar e atingiram um novo máximo anual em 23 anos
04 Fev 2026 - 11:22
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Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
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Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
A taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares diminuiu 0,80 pontos percentuais (pp) entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, passando de 2,16% para 1,36%. Em 2025, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 144,3 mil milhões de euros, mais 14,7 mil milhões de euros do que em 2024 (129,6 mil milhões de euros). Trata-se do valor anual mais elevado desde o início da série, em 2003, revelou nesta quarta-feira o Banco de Portugal.
De acordo com a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira, a diminuição da remuneração média foi observada em todos os prazos. Nos novos depósitos com prazo até um ano, a taxa de juro média desceu 0,80 pp, de 2,17%, em dezembro de 2024, para 1,37% em dezembro de 2025. Estes depósitos representaram 95% do montante total de novas operações de depósitos a prazo de particulares em 2025 (97% em 2024).
Os novos depósitos com prazo de um a dois anos corresponderam a 4% do total em 2025 (3% em 2024). A remuneração média destes depósitos reduziu-se em 0,40 pp, passando de 1,73%, em dezembro de 2024, para 1,33% em dezembro de 2025.
Já os novos depósitos com prazo superior a dois anos mantiveram um peso residual, representando 0,4% do total (0,5% em 2024). A taxa de juro média destes depósitos diminuiu 0,13 pp, de 1,26%, em dezembro de 2024, para 1,13% em dezembro de 2025.
Em 2025, Portugal registou a sexta maior redução da taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares entre os países da área do euro. Esta descida colocou Portugal como o quarto país com a menor taxa de juro média no final do ano, depois de ter ocupado a sexta posição em dezembro de 2024, mantendo-se, assim, abaixo da média da área do euro, que em dezembro de 2025 se situava nos 2,45%.
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