2 min leitura
Nove detidos por esquema que angariava contas bancárias para fraudes a empresas
A polícia judiciária revela que o prejuízo para as empresas vítimas desta fraude ascende a 250 mil euros.
04 Fev 2026 - 12:02
2 min leitura
Foto: Freepik
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Foto: Freepik
Nove pessoas foram detidas por branqueamento, burla e extorsão, numa operação para desmantelar uma organização que angariava pessoas que cediam as contas bancárias para fraudes a empresas, esquema que resultou num prejuízo superior a 250 mil euros. Segundo a PJ, a operação “Guita Fácil” envolveu 16 buscas domiciliárias em Lisboa, Vila Franca de Xira e Carregado, e foi desencadeada na terça-feira, pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.
A organização criminosa é responsável pela prática de crimes de branqueamento de capitais, burla qualificada, falsidade informática e extorsão. Os nove detidos, com idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos, angariaram, entre agosto e setembro de 2024, várias pessoas que cediam as suas contas bancárias para o recebimento de valores provenientes de burlas, mediante contrapartidas.
As empresas lesadas, sediadas no estrangeiro, eram contactadas por supostos fornecedores, através de endereços de correio eletrónico adulterados e idênticos aos dos reais fornecedores, que solicitavam o pagamento de faturas em dívida para contas bancárias domiciliadas em Portugal e angariadas pelos suspeitos. Até à data, segundo a PJ, estima-se que o prejuízo das empresas ascenda a mais de 250 mil euros.
No âmbito desta investigação, a PJ apurou ainda que os suspeitos constrangeram um dos ofendidos a entregar-lhes valores monetários e outros bens sob ameaça de violência física.
Na sequência desta operação, a PJ apela às pessoas para que nunca cedam as contas bancárias a terceiros, pois podem ser responsabilizadas criminalmente por crimes como branqueamento de capitais. Avisa ainda que as “propostas de trabalho fácil” que envolvem o recebimento e dissipação de valores podem ser esquemas criminosos e aconselha quem for abordado com este tipo de propostas a denunciar o caso. O branqueamento de capitais é um crime grave, punível com pena de prisão até 12 anos.
Quanto às empresas, a PJ alerta para que confirmem sempre via telefone qualquer alteração de dados bancários comunicados por e-mail e sensibilizem todos os trabalhadores para este tipo de fraude.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030