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Net Zero Asset Managers relançada com foco no impacto do risco climático para setor financeiro
Após revisão estratégica de seis meses, mais de 250 gestoras subscreveram o novo compromisso, representando mais de 3,4 biliões de euros em ativos sob gestão.
27 Fev 2026 - 15:12
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Foto: Pexels/Karolina Grabowska
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Foto: Pexels/Karolina Grabowska
A iniciativa Net Zero Asset Managers (NZAM) foi oficialmente relançada com a adesão de mais de 250 gestores de ativos à nova Declaração de Compromisso. O relançamento surge após seis meses de uma revisão estratégica e com grande foco no impacto dos riscos climáticos para o setor financeiro.
Segundo a NZAM, este relançamento é acompanhado por um “forte apoio” dos detentores de ativos, incluindo um grupo de mais de 50 entidades que, em conjunto, representam mais de 3,4 biliões de euros em ativos sob gestão.
A NZAM funciona como uma plataforma voluntária que permite aos gestores de ativos divulgar publicamente os seus compromissos individuais de neutralidade carbónica e as respetivas estratégias de implementação. Cada signatário define de forma autónoma as suas metas, estabelece a sua abordagem e reporta anualmente o progresso alcançado. O objetivo é reforçar a transparência e demonstrar como os riscos e oportunidades financeiras associados às alterações climáticas estão a ser integrados nas decisões de investimento.
Segundo Rebecca Mikula-Wright, presidente do comité de direção da iniciativa, a participação na NZAM envia um sinal claro a clientes, reguladores e restantes partes interessadas de que as gestoras estão comprometidas com uma abordagem prospetiva e transparente na gestão dos riscos financeiros relacionados com o clima. A responsável sublinha ainda que a forte adesão ao relançamento demonstra o valor que as entidades encontram numa plataforma credível para evidenciar o alinhamento com as expectativas dos investidores.
“Estamos ansiosos por continuar a apoiar esta plataforma vital, que permite aos gestores de ativos responder às expectativas em evolução dos clientes e cumprir as suas responsabilidades fiduciárias num ambiente regulatório e de mercado em rápida mudança”, assinala Rebecca Mikula-Wright em comunicado.
A atualização da Declaração de Compromisso resulta de uma revisão estratégica conduzida ao longo de seis meses, que recolheu contributos de signatários e outras partes interessadas. O novo documento mantém-se ancorado nos objetivos do Acordo de Paris e na meta global de atingir emissões líquidas nulas, mas introduz maior clareza quanto às dependências e limitações associadas à implementação das metas. O número de ações previstas foi reduzido de dez para sete, numa tentativa de tornar mais claros os instrumentos disponíveis para as gestoras concretizarem os seus compromissos.
“Ao dar prioridade a soluções que reflitam as preferências de sustentabilidade dos clientes e ao manter uma atuação ativa enquanto investidores para apoiar a transição para uma economia de baixo carbono, a Amundi assegura um apoio prático e consistente num contexto em que os investidores enfrentam realidades económicas em constante evolução”, refere Jean-Jacques Barbéris, diretor da Divisão de Clientes Institucionais e Corporativos e ESG da Amundi.
Também Dan Grandage, Chief Sustainable Investment Officer da Aberdeen Investments, refere que a nova declaração reforça a capacidade de atuarem “de forma transparente e responsável” em nomes dos clientes. Acrescentando que “a nova declaração reflete a evolução do investimento climático, passando de um foco inicial na descarbonização das carteiras para um conjunto mais alargado de abordagens que inclui, a par da descarbonização, o investimento na transição, soluções climáticas, adaptação e resiliência. Isto reconhece que estes enquadramentos têm forças complementares em diferentes classes de ativos, estilos de investimento e objetivos dos clientes, apoiando uma integração mais sofisticada do investimento climático”.
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