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Neobanco Monzo consegue licença bancária irlandesa um dia após rumores sobre saída de CEO
O CEO do Monzo, TS Anil, anunciou a sua saída em outubro. Discórdia sobre 'timing' de IPO e ritmo da expansão internacional podem estar na origem de pressões sobre o líder da instituição.
17 Dez 2025 - 17:55
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Foto: Monzo
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Foto: Monzo
O banco digital britânico Monzo anunciou nesta quarta-feira que conseguiu a luz verde do Banco Central Europeu e do Banco Central da Irlanda para obter uma licença bancária que lhe permite operar na União Europeia. Este avanço surge um dia após o Financial Times (FT) ter reportado que a administração do banco pressionou o CEO, TS Anil, a abandonar o cargo, tendo o líder da instituição anunciado em outubro a sua saída, prevista para fevereiro.
De acordo com a informação avançada pelo periódico britânico, o atrito entre Anil e a restante administração surgiu devido a discórdias sobre a expansão internacional do Monzo e o ‘timing’ para entrada em bolsa. O anúncio de saída em outubro contribuiu também para o conflito, segundo fontes citadas pelo FT.
No que diz respeito à possível entrada em bolsa, Anil era adepto de uma entrada mais acelerada e, de preferência, na Bolsa de Nova Iorque, indicam fontes do FT. Por outro lado, outros membros da administração defendem dar mais tempo à expansão internacional e apostar na criação de valor antes de avançar para uma oferta pública inicial (IPO, na sigla inglesa), que, pretendem alguns administradores, seja na Bolsa de Londres.
A entrada no mercado da União Europeia surge como um recentrar da estratégia do banco, após este ter abandonado as perspetivas de expansão no mercado americano, já sob a liderança de Anil. Recorde-se que este chegou a CEO meses após a entrada na empresa, em 2020, quando o fundador Tom Blomfield decidiu sair do cargo devido a ‘burnout’.
Agora, a notícia que surge, também do FT, aponta para pressão, do lado dos acionistas, no sentido de manter Anil como CEO e de remover Gary Hoffman como presidente do Conselho de Administração.
O Monzo é uma ‘fintech’ fundada em 2015 por Tom Blomfield e conta atualmente com 14 milhões de clientes no Reino Unido. No ano passado, a empresa estava avaliada em 5,1 mil milhões de euros, segundo o FT.
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