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NatWest duplica compromisso com transição energética e climática
Banco britânico estipulou uma nova meta de financiamento de 234 mil milhões de euros até 2030.
28 Jul 2025 - 10:18
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Paul Thwaite, CEO do Grupo NatWest | Foto: LinkedIn
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Paul Thwaite, CEO do Grupo NatWest | Foto: LinkedIn
O banco britânico NatWest anunciou que vai duplicar o montante destinado a apoiar os seus clientes na descarbonização e na transição climática, reconhecendo que é necessário fazer mais para enfrentar os desafios energéticos e ambientais.
Segundo a Reuters, o grupo definiu uma nova meta de financiamento de £200 mil milhões (aproximadamente 234 mil milhões de euros) em iniciativas de transição energética e climática nos próximos cinco anos.
Este novo objetivo representa uma expansão significativa face aos compromissos anteriores e inclui agora setores cruciais e de difícil descarbonização, como ferro, aço e cimento, tradicionalmente vistos como obstáculos à neutralidade carbónica devido às suas elevadas emissões.
“Apoiar a economia real exigirá grandes investimentos, não apenas nos setores que oferecem soluções climáticas, mas também num espectro mais vasto, incluindo setores com elevadas emissões e difíceis de transformar”, afirmou o banco num comunicado.
Esta mudança estratégica surge num momento em que bancos de todo o mundo procuram equilibrar o apoio a setores intensivos em carbono com a necessidade de manter compromissos ambientais. Ao contrário de outras instituições, como o HSBC, que recentemente abandonou a coligação climática do setor financeiro, o CEO do NatWest, Paul Thwaite, reafirmou o compromisso total com a Net Zero Banking Alliance.
A nova abordagem do banco passa também a incluir projetos como energia nuclear e gás com captura e armazenamento de carbono, mas deixa de fora iniciativas centradas no financiamento social, anteriormente contempladas.
De acordo com James Close, responsável pela estratégia climática do banco, o NatWest já atingiu £110 mil milhões (cerca de €128 mil milhões) em financiamento climático e sustentável até ao segundo trimestre de 2025, superando a meta inicial de £100 mil milhões.
Este reforço insere-se num contexto global de crescente exigência para que o setor financeiro desempenhe um papel mais ativo no combate às alterações climáticas, sobretudo num período em que alguns governos começam a abrandar as suas ambições de atingir emissões líquidas zero. Recorde-se que vários grandes bancos já abandonaram este compromisso desde o início do ano, fruto das pressões da administração Trump.
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