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Miranda Sarmento diz que faltou apoio a Centeno
Ministro das Finanças afirma que a votação na segunda ronda foi decisiva para a retirada da candidatura portuguesa.
20 Jan 2026 - 12:30
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Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças | Foto: Comissão Europeia
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Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças | Foto: Comissão Europeia
O Governo português disse nesta terça-feira que “tinha expectativa” de que o ex-governador do Banco de Portugal e antigo ministro Mário Centeno conseguisse a vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE), mas a candidatura não reuniu apoio suficiente e acabou por ser retirada.
“Naturalmente, nós gostaríamos [que tivesse conseguido]. Eu disse aqui várias vezes que, sempre que um português está disponível para ser candidato a uma posição internacional ou europeia, tem o apoio do Governo português e, portanto, nós tínhamos essa expectativa de eventualmente poder eleger o vice-presidente do BCE”, afirmou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.
Em declarações aos jornalistas em Bruxelas, no final da reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, um dia depois da escolha do candidato croata para a próxima vice-presidência do BCE, o governante explicou que “a candidatura que Portugal apresentou passou a primeira ronda”, mas que, depois, “pelos números que foram apresentados”, o Governo decidiu “sair da corrida”.
O ministro tinha afirmado à entrada para a reunião do Eurogrupo que se tratava de “uma eleição difícil”. “Esta é uma eleição difícil, primeiro, pelas próprias regras, porque o que está em cima da mesa é uma maioria qualificada reforçada e há seis candidatos. É, por isso, natural que nesta reunião possam existir várias rondas até se chegar a um candidato que reúna esses requisitos”, referiu.
“Nós apresentámos a candidatura do Dr. Mário Centeno após a manifestação de disponibilidade que ele demonstrou. […] Nós apoiamos sempre os portugueses quando têm a possibilidade de concorrer a um cargo internacional ou europeu”, acrescentou na altura, adiantando que realizou “um conjunto de esforços” diplomáticos junto de outros países e que, “se o doutor Centeno não tivesse currículo para o cargo, nem sequer teria sido apresentada a candidatura”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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