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Millennium BCP reporta lucro recorde de 1,02 mil milhões e quer distribuir mais aos acionistas

O Millennium BCP conseguiu subir o resultado em 12,4%, com a atividade internacional a destacar-se, subindo 33% em 2025.

25 Fev 2026 - 17:10

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Foto: IDC

Foto: IDC

O Millennium BCP apresentou, nesta quarta-feira, um resultado líquido recorde de 1,02 mil milhões de euros, subindo 12,4% face ao ano anterior. O banco conseguiu aumentar o lucro da operação nacional em 10,6% para 869,4 milhões e o da operação internacional em 33% para 291,9 milhões.

As ações do BCP valorizaram 92,9% em 2025, fechando o ano com a ação a valer 89,62 cêntimos. O BCP teve um ROE de 14,1% em 2025 e registou um rácio CET1 de 15,9% no final do ano.

Segundo os dados revelados pelo BCP, o banco já operacionalizou moratórias equivalentes a 46 milhões de euros para particulares e 56 milhões de euros para empresas. Segundo os dados

O BCP vai propor aos acionistas uma nova política de distribuição aos acionistas, passando dos atuais 50% para 90%, revela o CEO da instituição. Esta proposta implica uma recompra de ações equivalente a 40% do resultado líquido anual. Segundo as informações adiantadas pelo banco, este pretende que as recompras de ações estejam sujeitas ao rácio CET1 pro forma. A proposta de recompra de ações está ainda sujeita à autorização das autoridades supervisoras.

Esta subida do resultado internacional deve-se, em grande parte, à subsidiária polaca do BCP, o Bank Millennium, que reportou um lucro de 283,7 milhões em 2025, mais 67,1% do que no ano anterior.

Em Moçambique, o Millennium BIM viu o resultado cair 92,7% para 3,4 milhões, fruto das imparidades que teve de constituir devido ao ‘downgrade’ da dívida do país. Contudo, o resultado líquido do banco sem o efeito da dívida e das consequentes provisões aumentou 6,2% para 85,5 milhões.

As receitas totais do grupo ascenderam a 3,64 mil milhões. O BCP conseguiu uma margem financeira de 2,9 mil milhões em 2025, uma subida de 2,4% em termos homólogos. Analisando em detalhe, a margem financeira é sustentada pela operação internacional, onde teve um incremento de 4,3%, enquanto a margem nacional teve uma ligeira subida de 0,2%.

Já as comissões tiveram uma evolução contrária, no sentido em que cresceram sobretudo em Portugal, em 5,6%, ao mesmo tempo que subiram apenas 0,5% no plano internacional. As receitas totais com comissões aumentaram 4,3% para 847,4 milhões.

Por sua vez, as despesas operacionais do BCP ascenderam 1,42 mil milhões, um valor 8,3% superior ao apresentado no ano anterior. O rácio de eficiência do banco situou-se em 37%, valor igual ao registado em 2024.

Olhando para o rácio NPE, este fixou-se em 1,3%, menos 0,4 pontos percentuais do que em 2024. Os créditos malparados caem 17,6% no total do grupo para 1,5 mil milhões, distribuindo-se quase em parte igual entre a atividade nacional e a internacional.

O custo do risco do grupo fixou-se em 32 pontos base, acima dos 31 pontos base indicados em 2024. Em Portugal, este custo é de 31 pontos base e a nível internacional é de 34 pontos base, tendo aumentado 1 ponto base em termos homólogos.

O CEO do BCP, Miguel Maya, explica, em conferência de imprensa, que o valor internacional se deve, essencialmente, aos custos do risco com créditos denominados em francos suíços, que têm vindo a diminuir, e com o ‘downgrade’ do ‘rating’ da dívida de Moçambique.

Os créditos em francos suíços continuam a diminuir, destaca Miguel Maya, tendo baixado 40% entre 2024 e 2025 para 900 milhões. Paralelamente, têm também diminuído as provisões

A carteira de crédito do grupo cresceu 7,3% para 62,6 mil milhões. Esta subida é impulsionada em grande parte pela atividade em Portugal, onde a carteira aumentou 9,3% para 43,21 mil milhões. No plano internacional, o crédito teve um incremento de 3% para 19,39 mil milhões.

Os recursos de clientes, por seu turno, tiveram um aumento homólogo de 8,6%, totalizando 111,8 mil milhões. Em Portugal, subiram 6,3% para 75 mil milhões e no estrangeiro houve um crescimento de 13,5% para 36,8 mil milhões.

O BCP recuperou 30,4 milhões de euros do adicional de solidariedade sobre a banca que foi declarado inconstitucional em Portugal no ano passado. No sentido oposto, o pagamento do imposto sobre a banca na Polónia justifica maioritariamente a subida das contribuições do plano institucional crescer de 68,3 milhões para 132 milhões.

BCP já pediu reforço da garantia pública

Miguel Maya atualizou ainda os valores sobre a garantia pública da habitação para jovens. Segundo o CEO, entre operações contratadas ou em fase final de contratação, o valor do crédito ronda 1 bilião de euros, revela. O banco já usou perto de 80% da sua quota para a garantia pública e revelou que já fez um pedido de reforço, ainda que Maya tenha recusado indicar um valor para esse reforço.

Os jovens representam 62% do total de crédito à habitação concedido no BCP, adianta, sendo que 40% dos jovens que contrataram crédito à habitação usaram a garantia pública. No total do crédito concedido para habitação, a garantia foi usada em 25% deste.

“Um dos maiores concorrentes do BCP é a Revolut”

Questionado sobre o estudo levado a cabo pela Autoridade da Concorrência, Miguel Maya voltou a rejeitar a ideia de “cartel”, argumentando que “não é por alguém chamar uma coisa a uma coisa que esse passa a ser o nome dessa coisa”.

O CEO aproveitou para enfatizar que deseja regras iguais para todos os operadores do setor, dado que opera na união bancária. Neste sentido, exemplificou até afirmando que “um dos maiores concorrentes do BCP é a Revolut”, referindo um ‘player’ não tradicional no mercado bancário.

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