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Millennium bcp é o Banco do Ano em Portugal
Prémios internacionais atribuídos pela revista The Banker distinguem o banco liderado por Miguel Maya pelas suas iniciativas estratégicas em termos de tecnologia, novos produtos e sustentabilidade. O italiano UniCredit foi o grande vencedor a nível Global e na Europa.
05 Dez 2024 - 09:51
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Foto: IDC
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Foto: IDC
O Millennium bcp acaba de ser nomeado como Banco do Ano 2024 (Bank of the Year) pela revista The Banker, uma publicação do grupo Financial Times.
Esta avaliação teve por base as iniciativas estratégicas em termos de tecnologia, novos produtos e serviços e sustentabilidade levadas a cabo pelo Millennium bcp nos últimos doze meses.
Para Miguel Maya, presidente da Comissão Executiva do Millennium bcp, “este prémio é mais um importante reconhecimento da vitalidade e solidez do Millennium bcp. A proximidade aos clientes, a qualidade do serviço nos canais físicos e digitais, a inovação nos produtos e nos processos, a par de uma gestão rigorosa dos riscos permitiram ao banco alcançar a liderança em múltiplas frentes de negócio, tanto junto das famílias como do tecido empresarial, e, simultaneamente, melhorar a eficiência operacional e a rendibilidade”.
Em comunicado, Miguel Maya destaca ainda o papel dos colaboradores do banco, referindo que “têm sido determinantes em todas as frentes, permitindo-nos diariamente e de forma crescente merecer a preferência dos clientes.”
Todas as Instituições foram avaliadas pelo seu desempenho financeiro em mais de 120 países em todo o mundo.
Os prémios, que revelam as práticas em excelência bancária, são avaliados por um painel de editores que inclui especialistas editoriais e setoriais.
A cerimónia da entrega de prémios ocorreu no dia 4 de dezembro em Londres.
UniCredit vence a nível Global e na Europa
Estes prémios reconhecem a excelência de bancos em 127 países, distribuídos por regiões no mundo.
O italiano UniCredit foi o grande vencedor a nível Global e na Europa. A The Banker destaca a liderança de Andrea Orcel no crescimento e consolidação do banco nos 13 mercados da Europa Ocidental, Central e Oriental onde opera.
Tendo concluído recentemente a aquisição de uma participação de 90,1 por cento no Alpha Bank Roménia, o banco italiano criou o terceiro maior banco do país, que deverá reforçar a sua quota de mercado na banca empresarial e de retalho. Uma parceria com o Alpha Bank no mercado grego, que mostra fortes sinais de ressurgimento económico após a crise da dívida soberana, também irá expandir o seu portefólio de produtos numa das economias de crescimento mais rápido na zona euro, justifica a The Banker. Além disso, com a sua participação de 21% no banco alemão Commerzbank, que acumulou durante o verão, o banco preparou o terreno para a tão esperada consolidação bancária na Europa.
“Dada a sua presença geográfica diversificada, que abrange a Itália, a Alemanha, a Áustria e a Europa Central e Oriental, o UniCredit parece bem colocado para resistir a quaisquer pressões futuras”, escreve a revista.
Itaú Unibanco vence na América Latina
No ano em que comemora o 100º aniversário, o banco brasileiro venceu como Banco do Ano na América Latina.
Num cenário de intensa evolução tecnológica e de mudança de expectativas dos clientes, o banco tem demonstrado o seu compromisso com a inovação, ressalta a revista. O banco adotou um modelo “phygital”, permitindo aos clientes decidir como querem utilizar o banco, seja digital ou fisicamente.
O banco já atualizou mais de 60% da sua plataforma para a ‘cloud’, solidificando uma iniciativa tecnológica iniciada há cinco anos. Está também a aproveitar as novas tecnologias para impulsionar a luta contra a fraude, oferecer produtos personalizados e aumentar a eficiência em toda a empresa.
O banco está a migrar 15 milhões de clientes de retalho, que acedem ao Itaú através de seis aplicações diferentes, para a nova plataforma, que também está integrada na aplicação principal do Itaú. O projeto One Itaú permitiu ao banco unificar as suas operações e alavancar a sinergia entre diferentes unidades de negócio, ressalta a The Banker.
O maior banco da América Latina e está presente em 18 países, servindo mais de 70 milhões de clientes.
Mauritius Commercial Bank vence em África
Este banco é um vencedor regular do prémio, sendo esta a terceira vitória nos últimos cinco anos. A revista destaca o estatuto do país como centro financeiro e ligação entre o continente africano e o asiático e o papel no banco nesta relação.
O MCB continua a registar sucesso e crescimento no seu negócio principal de financiamento do comércio, tendo realizado desenvolvimentos digitais e progredido na sua expansão internacional. A The Banker desta ainda o seu papel no domínio das finanças sustentáveis.
O financiamento do comércio foi um dos principais contribuintes para o aumento de 11,3 por cento das receitas do MCB no ano que terminou em junho de 2024.
Destaque também para o lançamento do Portal Comercial Global, em colaboração com a fintech francesa Eexpand. A plataforma foi concebida para facilitar as ligações, melhorar as redes de clientes e fornecer inteligência de mercado sobre importadores, exportadores, quantidades e insights sobre diferentes mercados.
OCBC vence na região Ásia-Pacífico
O OCBC recebeu o título de Banco do Ano para a Ásia-Pacífico em reconhecimento do trabalho que tem efetuado para servir as necessidades dos seus clientes na região.
O banco também ganhou os prémios de Banco do Ano na Indonésia e na Malásia, graças a uma combinação de inovação na modernização dos seus sistemas bancários e na resposta às necessidades dos seus clientes com uma gama de serviços compatíveis com a sharia, explica a The Banker.
O banco indonésio viu os seus lucros líquidos aumentarem 23% em 2023, enquanto os fundos próprios de nível 1 subiram 9% e os ativos aumentaram 5%.
O banco tornou-se o primeiro na Malásia a elaborar planos específicos para ajudar as empresas a descarbonizar a sua agividade. Na Indonésia, o banco esforçou-se por tornar os seus escritórios tão ecológicos quanto possível, com a utilização de painéis solares, a reciclagem de água e a instalação de carregadores de veículos elétricos.
BBVA vence categoria Inclusão financeira
A Fundação BBVA Microfinanças, criada em 2007 como parte dos esforços de responsabilidade social corporativa do BBVA, tem sido pioneira no avanço da inclusão financeira para populações vulneráveis na América Latina. Operando em cinco países (Chile, Colômbia, Peru, República Dominicana e Panamá), onde cerca de 35 milhões de pessoas vivem na pobreza, a BBVAMF desembolsou mais de 20 mil milhões de dólares em empréstimos, beneficiando diretamente cerca de 3 milhões de empresários, dos quais 58% são mulheres, explica a The Banker.
A distinção destaca que as suas iniciativas vão para além do financiamento, abordando questões como o acesso limitado à educação, a habitação inadequada e o saneamento básico.
Em 2023, também mais de 662 mil empresários receberam formação, abrangendo temas como a literacia financeira, as competências digitais e a gestão empresarial, enquanto os funcionários no terreno prestaram apoio personalizado, mesmo em zonas remotas.
Segundo a The Banker, os esforços da BBVAMF conduziram a um progresso significativo, com os empresários a registarem uma taxa de crescimento anual composta de 14% nas vendas e um aumento de 15% no rendimento líquido, em média.
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