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Mário Centeno: “O sistema bancário português está no top 5 dos sistemas bancários nacionais europeus”
O governador do Banco de Portugal destaca resultados positivos da banca nacional, que, afirma, eram praticamente impensáveis há uma década. Identifica desafios na união bancária e a necessidade de uniformidade para aumentar competitividade.
26 Nov 2024 - 12:10
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Mário Centeno na conferência Banca do Futuro (novembro 2024)
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Mário Centeno na conferência Banca do Futuro (novembro 2024)
Na abertura da 7ª edição da Conferência Banca do Futuro, organizada pelo Negócios, o governador do Banco de Portugal (BdP), Mário Centeno, deixou palavras de aviso, mas também de segurança, acerca da banca e da economia. “Temos agora os melhores resultados de sempre”, reiterou desde início. Além disto, sublinhou que “o sistema bancário português está no top 5 dos sistemas bancários nacionais europeus”, de acordo com as autoridades europeias.
“Quem diria?” Esta foi a interrogação que mais marcou o discurso do ex-ministro das finanças. Olhando para os últimos 10 anos, Mário Centeno refletiu sobre todos os indicadores que há ao dia de hoje e como ninguém diria que era possível há uma década. A título de exemplo, falou na capitalização atual dos bancos, no rácio CET1, que progrediu mais de sete pontos percentuais (p.p.); nos rácios de eficiência, que baixaram quase 27 p.p., abaixo da média do euro; o rácio NPL caiu mais de 15 p.p. para um valor inferior a 3%. “Reduziu-se o risco como mais nenhum país do euro”, realça.
A banca, segundo Centeno, “tornou-se mais ágil, mais flexível e mais próxima” e vai entrar num novo ciclo. Ciclo este que já começou, com a inversão das taxas de juro, relembra. Taxas essas que, prevê, devem fixar-se em 2% ao longo dos próximos anos, a par da taxa de inflação. E é este que considera o “caminho ideal” para a Zona Euro.
Os desafios do euro e da união bancária
Sobre os desafios a nível europeu, não pôde ignorar a união bancária, que, acredita, “é importante para todos os bancos da área do euro”. No entanto, para que isto aconteça, considera que é preciso os países do euro estarem todos “na mesma página”. É necessário uniformizar para criar um ‘standard’ de competitividade entre os bancos. Exemplifica com a prevenção de uma “corrida à redução de impostos” para atrair investimento.
Ainda sobre esta questão, Mário Centeno destaca que os níveis de investimento continuam ao mesmo nível de 2023, o que, segundo o mesmo, reflete a estagnação económica europeia. Estagnação esta que, argumenta, é “o preço que os europeus estão a pagar pelo decréscimo da inflação”. No entanto, acredita que a Europa tem do seu lado “as decisões de política orçamental e regulatória mais sustentáveis”.
O grande obstáculo para a união bancária e para os “programas de transformação necessários” é a “aversão ao risco” da Europa. O governador refere que a Europa tem os consumidores “mais conservadores” e, pela sua aversão ao risco, leva os investidores a apostar noutras jurisdições. Neste sentido, lança o repto de que a Europa deve “sair do lugar do passageiro” no qual se sente “demasiado confortável” atualmente.
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