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Lucros do ABANCA em Portugal superam os 100 milhões de euros
Integração do EuroBic está concluída. Azevedo Pereira saiu da instituição a 29 de dezembro e será o novo CEO do Banco Montepio
28 Jan 2026 - 11:14
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Foto: ABANCA
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O ABANCA registou lucros superiores a 100 milhões de euros em Portugal em 2025, o que representa um aumento de 10,7% face ao ano anterior, revelou a instituição financeira galega. Este resultado já reflete a integração do antigo EuroBic, concluída no último trimestre de 2025.
A este propósito, os responsáveis do ABANCA revelaram que Azevedo Pereira, ex-diretor-geral dos Impostos e antigo CEO do EuroBic, saiu da instituição no dia 29 de dezembro de 2025, assumindo agora funções como novo CEO do Banco Montepio.
Portugal representa já 16% do volume de negócios total do grupo. As novas formalizações de crédito a particulares e empresas ultrapassaram os 7.000 milhões de euros em 2025, mais do dobro do valor registado em 2024, o que permitiu um aumento de 82 pontos base na quota de mercado de formalizações em Portugal.
O CEO do ABANCA, Francisco Botas, destacou não só o desempenho do banco em Portugal — “temos uma das maiores rentabilidades da Europa” — como deixou elogios ao setor financeiro nacional. “O que está a acontecer com a banca portuguesa é admirável”, afirmou.
Em termos globais, o ABANCA obteve em 2025 um lucro atribuído de 902,4 milhões de euros, com uma rentabilidade ROTE de 15,1%. A instituição apresentou um rácio CET1 de 14,1%, acima do objetivo de 13%, uma taxa de incumprimento de 2,1%, melhor do que a meta de 2,5%, e um crescimento do volume de negócios de 6,1%, acima da média do mercado, ganhando quota tanto no financiamento como na prestação de serviços. A rentabilidade ROTE situou-se igualmente acima do intervalo esperado de 10% a 15%.
Segundo um comunicado do ABANCA, “a entidade bancária alcançou, nos resultados recorrentes, um desempenho superior ao das restantes entidades espanholas comparáveis, ocupando o primeiro ou segundo lugar nos rankings de variação da margem financeira, das receitas de prestação de serviços e da margem base”.
Em 2025, o banco elevou o seu volume de negócios para mais de 136.000 milhões de euros, mantendo um desempenho sólido em toda a Península Ibérica.
O exercício ficou marcado por um forte ritmo de captação de novos clientes em Espanha e Portugal. Um total de 160.000 novos clientes juntou-se à base do ABANCA, sendo que mais de 70% das novas adesões ocorreram fora da área em que o banco é líder de mercado, o que representa um crescimento de 17% face ao ano anterior.
A marca de banca digital do grupo, B100, demonstrou igualmente uma elevada capacidade de crescimento e atração de clientes. Com este modelo inovador, através do qual o banco criou uma nova categoria de banca — The Healthy Banking —, o B100 captou mais de 100.000 novos clientes até ao final de 2025.
Durante o ano, o B100 alcançou vários marcos ambientais e sociais, destacando-se a parceria com a Gravity Wave e a Ayúdame3D para a produção de próteses a partir de redes de pesca recicladas. Foram ainda recolhidas mais de nove toneladas de plástico no âmbito do projeto ambiental apoiado através do Pay to Save, financiado pelas receitas geradas com a utilização dos cartões B100.
As receitas de prestação de serviços reforçaram a geração de resultados core, após crescerem 13,5% no ano. Todos os segmentos contribuíram para este desempenho, com aumentos de 8,8% nos contratos de seguros, 7,5% nos serviços bancários, 10,4% em cobranças e pagamentos e 18,7% em operações fora de balanço e seguros.
Segundo o ABANCA, o custo do risco manteve-se controlado, situando-se em 0,21%, com uma taxa de incumprimento de 2,1%, uma taxa de cobertura de 83,7% e um excedente de 116 milhões de euros face às provisões contabilísticas.
O volume de negócios gerido pelo ABANCA ultrapassou os 136.000 milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 6,1%. Este montante traduz uma quota de mercado de 3,3% em Espanha e de 3,2% em Portugal. O crédito a clientes atingiu 52.939 milhões de euros, enquanto os recursos totais ascenderam a 83.339 milhões de euros.
A carteira de crédito em situação normal aumentou 7,7%, para 52.662 milhões de euros. O crédito está maioritariamente direcionado para o setor privado, com 84% do total correspondente a empresas e particulares. Destacam-se os crescimentos da carteira de crédito à habitação, que aumentou 6,5%, e do crédito ao consumo, que subiu 10,1%.
A captação de recursos de clientes cresceu 5,4%, para 83.339 milhões de euros. Na estrutura de recursos do banco, 76% corresponde a saldos à vista e a prazo, enquanto os restantes 24% dizem respeito a recursos fora de balanço.
A incorporação de novos clientes impulsionou o crescimento dos depósitos. A carteira do ABANCA mantém um perfil de retalho, com 94% dos depósitos pertencentes a famílias e empresas, sendo que a maioria apresenta saldos inferiores a 100.000 euros. Os depósitos à vista aumentaram 6,3% face a dezembro de 2024.
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