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Lagarde rejeita imposto sobre capital que não fique na Europa e defende incentivos ao investimento

A responsável máxima da autoridade monetária, Christine Lagarde, da zona euro enfatizou que o mercado interno europeu “está a despertar”.

16 Fev 2026 - 11:11

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A presidente do BCE, Christine Lagarde, opôs-se hoje a um imposto sobre o capital que não permanece na Europa, defendendo antes a criação de incentivos a que os investimentos privados permaneçam no mercado europeu. “Sou mais a favor do incentivo do que do imposto. Penso que funciona melhor”, disse, num debate na 62.ª sessão da Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha, que decorreu durante o fim-de-semana.

“Se se observar a quantidade de dinheiro que está a ser investido neste momento pelo capital de risco, especialmente em setores-chave onde os rácios preço-lucro e preço-valor contabilístico estão a aumentar consideravelmente, o dinheiro está a chegar”, apontou. Lagarde afirmou que “a inovação está de facto num auge e os fundos de capital de risco estão a perceber isso de forma clara”.

A presidente do BCE sublinhou, a este propósito, que 37% das empresas na Europa estão a adotar Inteligência Artificial (IA) e, em particular, a IA generativa nos processos de produção, um pouco mais do que as empresas dos Estados Unidos.

A responsável máxima da autoridade monetária da zona euro enfatizou que o mercado interno europeu “está a despertar”, porque, embora o crescimento do Produto Interno Bruto [PIB] dos países que partilham a moeda única tenha sido de 1,5% em 2025, “tudo foi consumo e investimento”, enquanto “as exportações tiveram um impacto negativo”.

Da mesma forma, mostrou-se esperançosa em que, em 2026, se concretize a União de Poupança e Investimento na União Europeia (UE), uma iniciativa destinada a melhorar a canalização da poupança para investimentos produtivos no sistema financeiro do bloco comunitário. “Não vou mencionar a famosa União dos Mercados de Capitais, mas vejo que os responsáveis políticos estão a começar a levá-la um pouco mais a sério”, considerou, referindo-se a uma proposta lançada em 2015 com o objetivo de aprofundar e integrar os mercados financeiros, mas estagnada há uma década.

Há um conjunto de medidas que já “não são algo com que estamos a sonhar ou sobre o qual estamos a falar há dez anos, mas que chegarão em 2026”, disse. A líder do BCE referia-se a iniciativas como a revitalização do mercado de titularização na UE, que os bancos esperam há muito tempo, a uma maior supervisão no mercado único e a contas de poupança e investimento para os retalhistas nos mercados de capitais.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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