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Jovens são os mais cautelosos sobre a sua situação financeira em 2026 numa realidade sobretudo otimista
Apesar do pessimismo dos mais jovens, quase dois terços dos inquiridos apontam um sentimento positivo sobre a sua situação financeira em 2026.
06 Jan 2026 - 12:12
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O ano que ainda mal começou não é visto de forma muito otimista pelos jovens portugueses. As camadas mais jovens da população são as que mostram mais cautela sobre a sua situação financeira em 2026, de acordo com um estudo da Revolut que “analisou as perceções e atitudes em relação às finanças pessoais em Portugal”.
Apesar da visão negativa dos mais jovens, “a perspetiva é, de forma geral, otimista”, revela a Revolut em comunicado. Quase dois terços dos inquiridos admitem sentir-se “positivos em relação à sua situação financeira à entrada de 2026”, com 18% a afirmar-se “genuinamente satisfeitos”. Contrariamente aos jovens, os ‘baby boomers’ são quem lidera o otimismo, segundo o estudo.
Do lado negativo estão 30% dos inquiridos, com 22% a relatar “ansiedade em relação às suas finanças” e 8% que reconhecem uma dificuldade em progredir apesar dos esforços.
O sentimento positivo geral não elimina, contudo, a incapacidade financeira. “Apenas 10% se sentem totalmente confiantes de que conseguirão suportar tudo aquilo de que precisam e desejam em 2026”, sublinha o estudo. “Outros 26% acreditam que conseguem gerir a situação, mas apenas com planeamento cuidadoso e esforço contínuo”, acrescenta.
Medidas a tomar em 2026
Os portugueses entram no novo ano com várias abordagens à sua situação financeira. Perto de um terço conta “gerir ativamente o seu dinheiro através da poupança ou investimento”. Já 13% estão “focados em mudanças de carreira, troca de emprego ou aquisição de novas competências para melhorar o rendimento”.
Outra tendência para 2026 prende-se com as cedências e redução de despesas. Quase 60% espera “reduzir algumas despesas para conseguir acomodar essenciais como habitação, contas e alimentação”. 30% adianta que pretende reduzir os gastos com roupa e 26% estima cortar em “despesas não essenciais como viagens, beleza e compras não essenciais”.
As compras de supermercado “estão sob pressão, com 21% a planear reduzir gastos neste setor”, informa a Revolut. “De forma mais preocupante, 7% afirmam que poderão ter de cortar nas despesas com saúde ou cuidados médicos”, alerta.
Há, ainda assim, áreas “intocáveis”. O estudo indica que 14% cortaria noutras áreas, mas nunca nas despesas com os filhos. Por sua vez, 12% adiantam que protegeriam os gastos com viagens, os mesmos que não estão dispostos a reduzir despesas em restaurantes e refeições fora de casa.
Em linha com a estratégia de reduzir despesas, os portugueses reportam que “o que mais os ajudaria a melhorar a sua situação financeira em 2026” é o “comportamento, em vez do rendimento ou de apoios externos”. “A autodisciplina surge destacada em primeiro lugar, com metade dos participantes a indicá-la como o fator mais eficaz para melhorar as suas finanças. A educação financeira surge em seguida, com 33%, enquanto 21% acreditam que uma aplicação financeira fácil de utilizar os ajudaria a acompanhar despesas, poupar e investir de forma mais eficaz”, revela o estudo.
Neste sentido, 10% dos inquiridos acredita que “uma proibição das redes sociais os ajudaria a evitar tentações de consumo”. Uma percentagem semelhante, aponta a Revolut, afirma que recorreria a “ferramentas com recurso a Inteligência Artificial para planear e gerir o seu dinheiro de forma mais eficiente”.
Este inquérito foi conduzido pela Dynata em outubro de 2025 e tem uma amostra de 1000 consumidores portugueses com 18 anos ou mais.
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