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Jovens com menos de 35 anos foram responsáveis por 60% do montante de novos créditos para a compra de casa
Garantia do Estado levou os novos contratos de crédito à habitação a atingirem 23,3 mil milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos 11 anos
04 Fev 2026 - 12:00
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Foto: Adobe Stock/Kenishirotie
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São efeitos diretos da garantia do Estado. Os jovens até aos 35 anos representaram, em 2025, 60% do montante de novos créditos para a aquisição de habitação própria permanente, revelou nesta quarta-feira o Banco de Portugal. Os novos contratos de crédito à habitação aumentaram 5,9 mil milhões de euros, para 23,3 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde dezembro de 2014. Este crescimento foi impulsionado sobretudo pelo crédito concedido a mutuários com menos de 35 anos.
O dinamismo do crédito à habitação intensificou-se a partir de agosto de 2024, com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 48-A/2024, que isentou de IMT e de imposto do selo a compra da primeira habitação por jovens até aos 35 anos, e prolongou-se com o Decreto-Lei n.º 44/2024, com efeitos observáveis a partir de janeiro de 2025, que estabeleceu uma garantia pública do Estado para créditos à habitação própria permanente de jovens.
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação diminuiu de 3,20%, em dezembro de 2024, para 2,84% em dezembro de 2025, correspondendo a uma redução de 0,36 pontos percentuais (pp).
Ao longo de 2025, observaram-se reduções nas taxas de juro médias dos novos contratos e dos contratos renegociados de crédito à habitação, que terminaram o ano em 2,84% e 2,83%, respetivamente.
No que respeita aos novos empréstimos e ao stock de crédito concedido a particulares para habitação própria permanente em 2025, a maioria das novas operações foi contratada a taxa mista — isto é, empréstimos com taxa de juro fixa num período inicial do contrato, seguido de um período em que a taxa de juro é variável. Este tipo de contratos representou 72% do total de novas operações em 2025 (73% em 2024).
A descida das taxas de juro refletiu-se no decréscimo da prestação média mensal dos créditos à habitação, que passou de 423 euros, em dezembro de 2024, para 418 euros em dezembro de 2025, uma redução de cinco euros. Considerando apenas os contratos comuns a dezembro de 2024 e a dezembro de 2025 (excluindo novos contratos e contratos concluídos em 2025), a diminuição da prestação média mensal foi de 13 euros. Este efeito foi parcialmente atenuado pela entrada de novos contratos, que apresentaram prestações médias superiores às dos contratos já existentes, moderando assim a redução da prestação média mensal do stock de crédito à habitação.
As amortizações antecipadas de crédito à habitação mantiveram-se elevadas, totalizando oito mil milhões de euros em 2025, menos 2,1 mil milhões de euros do que em 2024. As amortizações antecipadas totais — que incluem amortizações por liquidação da dívida, consolidação num novo contrato e transferências de crédito para outra instituição — representaram 88% do total em 2025 (87% em 2024).
A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação no conjunto dos países da área do euro diminuiu 0,05 pp, fixando-se em 3,30% no final de 2025. Portugal registou a quarta taxa de juro média mais baixa entre os países da área do euro (sétima posição em dezembro de 2024), mantendo-se abaixo da média da área do euro.
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