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Já começou a seleção dos participantes nas primeiras transações do euro digital

Os sistemas de pagamento que vão participar no projeto-piloto, a arrancar na segunda metade de 2027, serão escolhidos até março próximo.

18 Fev 2026 - 14:54

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Fotos: Pixabay/Adobe Stock

Fotos: Pixabay/Adobe Stock

Está já em curso a seleção dos intervenientes que participarão nas primeiras transações com o euro digital. Segundo o cronograma revelado nesta quarta-feira por Piero Cipollone, membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), na reunião da Comissão Executiva da Associação Bancária Italiana (ABI), “um número selecionado de sistemas de pagamento, comerciantes e membros do Eurosistema” irá participar no projeto-piloto de utilização do euro digital, a realizar-se na segunda metade de 2027. Segundo aquele responsável, a escolha dos sistemas de pagamento participantes ficará definida até março próximo.

O projeto-piloto será desenvolvido num ambiente controlado pelo Eurosistema, mas envolvendo transações e pagamentos transfronteiriços reais, com quatro tipos de transações concretas a serem testadas. O Eurosistema acompanhará de forma contínua a realização destes testes, monitorizando as transações e assinalando as melhorias que se mostrem necessárias.

De acordo com a apresentação de Cipollone, as vantagens para os bancos e sistemas de pagamento decorrentes do projeto-piloto são várias. Entre elas destacam-se: a preparação antecipada de sistemas, processos e equipas antes da implementação em larga escala do euro digital; a aquisição de experiência prática em integração (onboarding), liquidação, gestão de liquidez, tratamento de incidentes e reembolsos; e a obtenção de uma visão realista das necessidades em termos de infraestruturas, suporte e conformidade, permitindo melhorar o planeamento de investimentos futuros e de recursos humanos.

Com o apoio do Eurosistema, os bancos e sistemas de pagamento poderão receber assistência personalizada do BCE e dos bancos centrais nacionais (BCN) na validação de casos de uso, resolução de incidentes técnicos e integração, beneficiando de comunicação dirigida, orientação especializada e acesso antecipado a informação sobre a evolução do ecossistema do euro digital.

Por outro lado, os primeiros participantes do projeto poderão fornecer contributos estruturados para o processo de conceção do euro digital, contribuindo para moldar debates sobre o desenho do sistema e eventuais ajustamentos a decisões já tomadas com base nos resultados do projeto-piloto.

Para Cipollone, os sistemas de pagamento desempenharão um papel fundamental na divulgação e distribuição do euro digital. “Serão um instrumento crítico para os bancos, as instituições privilegiadas no acesso ao euro digital. Vão preservar a relação cliente/banco e evitar a desintermediação, uma vez que os cidadãos terão acesso ao euro digital através das instituições financeiras com as quais já desenvolveram uma relação de confiança.”

O responsável reiterou ainda que os “bancos serão compensados pelo seu papel como distribuidores do euro digital”.

Na apresentação à Associação Bancária Italiana, Cipollone sublinhou que “o euro digital coexistirá com as soluções privadas e será complementar a estas. Será possível integrar o euro digital em soluções de pagamento digitais e físicas já existentes, eliminando a necessidade de pagar taxas de esquemas internacionais de cartões em transações transfronteiriças na área do euro, promovendo maior independência face a esses esquemas”.

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