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Italiano MPS aumenta lucro com benefícios fiscais para 2,72 mil milhões
Integração do Mediobanca deve estar concluída até ao final do ano, indica o MPS, que adquiriu o rival em setembro.
10 Fev 2026 - 12:20
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
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Foto: Jornal PT50/Sónia Santos Dias
O italiano Monte dei Paschi di Siena (MPS) fechou o ano de 2025 com uma subida anual de 39,2% do lucro, totalizando 2,72 mil milhões de euros. Este resultado engloba o Mediobanca, instituição bancária adquirida pelo MPS em setembro, e que, de acordo com os dados divulgados, teve um impacto negativo de 34,2 milhões no resultado do grupo.
Os números apresentados relativamente ao Mediobanca dizem respeito apenas ao último trimestre do ano, em que a empresa alcançou um lucro de 286,4 milhões. Contudo, a este valor é deduzido um valor de 320,6 milhões, relacionado com a operação de aquisição pelo MPS, o que leva ao resultado negativo mencionado.
Por outro lado, o MPS conseguiu empurrar os seus resultados para cima através dos benefícios fiscais – que tinham sido precisamente um dos seus argumentos para o negócio de aquisição do Mediobanca, contribuindo para sustentar o lucro do grupo apesar do impacto do negócio. Segundo os dados do MPS, o banco conseguiu um crédito de 1,05 mil milhões em impostos.
O Grupo MPS teve receitas totais de 4,96 mil milhões, sendo 882,7 milhões respeitantes ao Mediobanca. Comparando com o ano anterior, as receitas totais tiveram um aumento de 22,9%. A margem financeira do grupo ascendeu a 2,65 mil milhões, crescendo 12,7% face a 2024, e as receitas de comissões fixaram-se em 1,79 mil milhões, mais 22,3% do que no ano anterior.
As despesas operacionais do grupo foram 2,3 mil milhões, um incremento de 23,3% em comparação com o período homólogo, em linha com os aumentos das receitas fruto da integração do Mediobanca. O rácio de eficiência manteve-se estável, subindo 0,2 pontos percentuais (pp) para 46,5%.
O grupo tem um rácio CET1 de 16,2%, menos 2 pp do que um ano antes e um rácio de capital total de 18,4%, abaixo dos 20,5% no final de 2024. Por sua vez, o RoTE foi de 22,4%, subindo 4,1 pp face ao ano passado.
O MPS tem ainda em cima da mesa uma decisão a tomar sobre a possível aquisição dos restantes 14% de capital do Mediobanca, tornando a empresa completamente privada. O grupo informou, em comunicado, que vai apresentar no final de fevereiro uma estratégia para ambas as instituições, mas já esclareceu que pretende manter o Mediobanca como uma entidade diferente e autónoma, em termos legais. O MPS espera concluir até ao final do ano a integração e reorganização da empresa após a compra do banco.
Aos analistas, citado pela Reuters, o CEO do MPS, Luigi Lovaglio – que está atualmente a ser investigado precisamente devido ao negócio de aquisição do Mediobanca, a par de outras pessoas envolvidas – indicou que, para garantir os 700 milhões em poupanças com sinergias, o melhor seria adquirir o restante do Mediobanca.
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