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Investimento privado em ‘fintech’ subiu 43,7% em 2025 para 15,6 mil milhões
A maioria dos negócios de investimento ou aquisição de 'fintech' continua a acontecer na América do Norte, que foi palco de 130 dos 240 do ano passado.
14 Fev 2026 - 08:47
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Foto: Adobe Stock/dragonstock
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O ambiente ‘fintech’ conseguiu atrair mais capital de investimento privado em 2025, ascendendo a 15,6 mil milhões de euros, um aumento de 43,7% face ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o volume de negócios no setor caiu 34,2% em relação a 2024 para 240.
Os dados revelados nesta semana pela S&P Global indicam que o valor mediano por operação foi de 7,58 milhões, 29% acima do período homólogo. De acordo com Amjad Ahmad, ‘managing partner’ da empresa de ‘venture capital’ 500 Global consultado pela S&P Global, esta subida do valor mediano prende-se com a tendência da Inteligência Artificial (IA) no setor e que tem levado as soluções de ‘fintech’ a valorizarem.
“Algumas infraestruturas de ‘fintech’ conseguem lidar com o fluxo real de fundos e são inteligentes, adicionando ‘insights’ ao fornecer análises de IA para áreas como orquestração de pagamentos, liquidação transfronteiriça, prevenção de fraudes e verificação de identidade”, acrescenta a S&P Global. Por sua vez, Ahmad destaca que “os investidores estão a gravitar em torno de plataformas de infraestrutura de missão crítica que combinam trilhos financeiros com inteligência de dados”.
A líder da prática de Fundos de Investimento da Ásia-Pacífico no escritório de advocacia Reed Smith LLP, em Singapura, Han Ming Ho, adianta que “as oportunidades de investimento estão a mudar para empresas de ‘fintech’ B2B, que se focam em infraestruturas, e a afastar-se de B2C, onde a interface é primordial”. Ho aponta que ferramentas de regulação e ‘compliance’ integradas em infraestruturas ‘fintech’, por exemplo, têm tendência a atrair investidores.
Alguns dos maiores negócios de 2025, precisamente, envolveram empresas focadas em infraestrutura, sublinha a S&P, como é o caso da Binance, que tem uma plataforma que permite aos bancos construir e prestar serviços de criptoativos. Esta plataforma recebeu um investimento de 1,68 mil milhões da MGX Fund Management, um fundo de Abu Dhabi.
Olhando para os negócios ocorridos em 2025, o maior de todos foi a compra da empresa de infraestruturas de dados e análise Dun & Bradstreet Holdings pela Clearlake Capital Group por 6,31 mil milhões de euros. O segundo maior foi o da Binance, referido antes, e a fechar o Top 3 aparece a Sapiens International Corp, que foi adquirida pela Advent International, por 1,03 mil milhões.
Por regiões, a zona onde a mais operações se firmaram foi nos EUA e Canadá, onde ocorreram 130 das 240 totais. Estas ascenderam a um montante global de 11,87 mil milhões.
A América Latina e as Caraíbas surgem em segundo lugar, com 15, e o Médio Oriente em terceiro, com 3. Estes representam um montante de 1,78 mil milhões e 1,05 mil milhões, respetivamente.
Ahmad acredita que a América do Norte vai continuar a dominar neste mercado. “A região continua a definir padrões de referência em termos de avaliação, particularmente em infraestruturas de pagamentos, automação financeira com IA e plataformas de ativos digitais”, aponta.
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