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Inquérito do BCE revela cada vez menos analistas a prever taxa de juro abaixo dos 2%

Inquérito do BCE a 62 analistas aponta ainda uma ligeira revisão em alta - para 1,2% - do crescimento económico da Zona Euro em 2026.

09 Fev 2026 - 07:02

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Foto: Freepik

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O Banco Central Europeu (BCE) publicou os resultados do seu primeiro inquérito do ano a analistas, onde se pode averiguar que são cada vez menos os que esperam uma taxa de juro diretora abaixo dos 2%, tanto para 2026 como para os anos vindouros. Entre 80% a 90% dos inquiridos estima que o valor atual se mantenha até ao final do ano. Segundo os dados revelados pelo BCE, a percentagem de inquiridos a estimar uma taxa de 1,75% caiu de 20% para 10%.

A partir de 2027, ainda que a expectativa modal continue nos 2%, a expectativa média aumenta ligeiramente. O supervisor europeu explica que isto se deve a menos analistas anteciparem taxas abaixo de 2%, ao mesmo tempo que “uma parte significativa” – cerca de 50% – aponta para os 2,25% ou mais em 2028 e 2030.

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Expectativas dos analistas | Fonte: BCE

O BCE informa que o inquérito em questão foi realizado entre 7 e 12 de janeiro e teve 62 respostas de peritos de instituições financeiras e não financeiras europeias.

Previsões económicas quase sem alterações

Os inquiridos fazem uma ligeira revisão em alta do crescimento económico da Zona Euro para 2026, passando o crescimento do PIB de 1,1% para 1,2% no final deste ano. Além deste aumento, os analistas mantêm a expectativa de que a economia europeia vai crescer 1,4% em 2027 e 1,3% em 2028. No longo prazo, a subida é também de 1,3%.

Face ao último inquérito, feito no último trimestre de 2025, apenas uma outra diferença surge e prende-se com as previsões sobre o desemprego, que deve baixar ligeiramente, a longo prazo, de 6,2% para 6,1%. Para 2026, a estimativa é que o desemprego se fixe em 6,3%, baixando uma décima por ano até 2028.

O BCE esclarece que o termo “longo prazo” se refere a 2030 e que as estimativas para 2028 não têm comparação com o último inquérito, pois não havia pedido de previsões para esse ano à data da sua realização.

Já as previsões para a inflação mantêm-se intactas face ao inquérito anterior. Os analistas esperam para uma inflação de 1,8% em 2026, 2% em 2027, 2,1% em 2028 e 2% a longo prazo. Olhando para a inflação excluindo a energia, alimentação, álcool e tabaco, o valor é de 2% para todos os prazos.

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