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Grupo Santander adquire americano Webster Bank por 10,3 mil milhões
Ana Botín quer lugar de destaque no topo dos bancos comerciais americanos e Santander como um dos cinco mais rentáveis entre os 25 maiores nos EUA.
04 Fev 2026 - 11:48
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Ana Botín, presidente executiva do Santander | Foto: FEM/Ciaran McCrickard
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Ana Botín, presidente executiva do Santander | Foto: FEM/Ciaran McCrickard
O Grupo Santander anunciou nesta terça-feira a aquisição do Webster Bank, um banco americano sediado no Connecticut, por 10,3 mil milhões de euros. A operação deve estar concluída até ao final de 2026.
A transação, adianta o Santander em comunicado, implica o pagamento de 63,55 euros por cada ação do Webster Bank, o que equivale a um prémio de 14% sobre o valor médio de 55,72 euros das ações do banco visado entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro.
O valor a pagar por cada ação vai ser 65% em dinheiro e 35% em ações emitidas pelo Santander na forma de ‘american depositary shares’ ou, se possível, ações ordinárias do Santander. A componente monetária é de 41,31 euros e o restante corresponde a 2,0548 ações do Santander, tendo como base um preço médio de ações de 10,79 euros entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro.
O Santander argumenta que esta aquisição vai juntar dois negócios “altamente complementares” e que vai “expandir a escala” da instituição, bem como a sua base de depósitos e capacidades nos EUA, “ao mesmo tempo que reforça produtos, tecnologia e serviços disponíveis para os clientes de ambos os bancos”.
De acordo com a instituição espanhola, esta fusão vai permitir sinergias de custos na ordem dos 678 milhões até 2028. Este valor equivale a cerca de 19% das despesas de ambas as entidades. Assim, o Santander pretende que o rácio de eficiência do negócio nos EUA fique abaixo dos 40% até ao final de 2028.
Em termos de rentabilidade, o banco estima um retorno sobre o capital investido de 15% e um aumento de lucro por ação do grupo entre 7% e 8% até 2028. O RoTE deve atingir 18% na mesma altura, colocando a instituição entre as cinco mais rentáveis dos 25 maiores bancos comerciais dos EUA.
Ana Botín garante que esta operação não vai afetar a remuneração dos acionistas nem os programas de recompra de ações, como aquele que foi anunciado nesta terça-feira, no valor de 5 mil milhões. A líder do grupo, citada pela Reuters, assegura que não pretende aumentar a oferta pelo Webster Bank e que o banco não planeia fazer mais aquisições nos próximos três anos.
Esta compra, segundo o Santander, vai colocar a instituição no Top 10 de bancos de retalho americanos em ativos, que vão ascender a cerca de 277 mil milhões. A empresa vai contar ainda com uma carteira de crédito de 157 mil milhões e 146 mil milhões em depósitos.
O Santander revela que a ‘country head’ nos EUA, Christiana Riley, vai manter-se no cargo após a fusão e vai continuar ainda como CEO do Santander Holdings USA. Já o CEO do Webster Bank, John Ciulla, vai ser CEO do Santander Bank NA, a empresa onde o banco americano vai ser integrado. O presidente e COO do Webster, Luis Massiani, será COO tanto do Santander Holdings USA como do Santander Bank NA e vai liderar a integração. Tim Ryan vai continuar como ‘chairman’ do Santander Holdings USA.
A sede do Webster Bank em Stamford, Connecticut, vai tornar-se um escritório do Santander, juntando-se aos já existentes em Boston, Nova Iorque, Miami e Dallas.
O Grupo Santander apresentou nesta terça-feira um lucro recorde de 14,1 mil milhões de euros.
Recorde-se que o Grupo Santander, em 2025, chegou a acordo com o Erste Bank Group, da Áustria, para vender 49% da sua filial polaca por 7 mil milhões. Mais tarde, adquiriu o britânico TSB Bank ao rival doméstico Banco Sabadell por 3,1 mil milhões.
Os bancos europeus tiveram um mercado de fusões e aquisições dinâmico no ano passado, protagonizado pelos bancos italianos, que levaram a várias transações.
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