2 min leitura
Grandes bancos financiaram combustíveis fósseis com quase 870 mil milhões de dólares
Em 2024, bancos globais, liderados pelos EUA, tiveram um aumento de 23% em relação a 2023 no financiamento dos combustíveis fósseis. Desde 2015, quase oito biliões de dólares foram direcionados a empresas de petróleo e gás.
17 Jun 2025 - 18:04
2 min leitura
Foto: Unsolash/Jas Min
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Foto: Unsolash/Jas Min
Os grandes gigantes bancários mundiais, liderados pelos Estados Unidos, concederam quase 870 mil milhões de dólares de financiamento aos combustíveis fósseis em 2024, mais 23% que em 2023, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira.
Desde a assinatura do acordo climático de Paris, em 2015, que visa limitar o aquecimento global a 1,5°C em relação à era pré-industrial (1850-1900), quase oito biliões de dólares em empréstimos, emissões de ações e obrigações foram para empresas de petróleo, gás e carvão, segundo a última edição do relatório “Banking on Climate Chaos”, elaborado por um consórcio de organizações não-governamentais (ONG).
Em detalhe, os 65 bancos inquiridos gastaram 869 mil milhões de dólares no ano passado com estas várias formas de apoio financeiro, um montante que aumentou 23% num ano. Cerca de metade deste montante foi consagrado à expansão dos combustíveis fósseis, de acordo com o relatório. Este montante está próximo do valor de 2021, após dois anos consecutivos de declínio. Mais de dois terços dos bancos aumentaram o seu financiamento, salientam os autores do estudo.
O americano JPMorgan é o principal apoiante financeiro dos combustíveis fósseis, com 53,5 mil milhões de dólares no ano passado (+39%), à frente dos seus compatriotas Bank of América e Citigroup, segundo dados compilados por oito ONG, incluindo a “Rainforest Action Network”, a “Reclaim Finance” e a “Urgewald”.
O ano passado foi o ano em que Donald Trump regressou à Casa Branca, prometendo “perfurar como um louco”, uma frase que se tornou um dos seus slogans de campanha (“We will drill, baby, drill”).
Os dados do estudo, publicados diretamente pelas empresas ou provenientes de fornecedores de dados e da agência financeira Bloomberg, revelam igualmente uma retirada progressiva dos grandes bancos franceses a partir de 2020.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030