2 min leitura
Governo espanhol quer ver BBVA e Sabadell separados durante três anos
Condições para o êxito da OPA ficam mais duras. Executivo liderado por Pedro Sánchez quer manter os bancos separados com administrações autónomas.
24 Jun 2025 - 14:55
2 min leitura
Pedro Sánchez, presidente do Governo de Espanha | Foto: Governo de Espanha
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Pedro Sánchez, presidente do Governo de Espanha | Foto: Governo de Espanha
Estão definidas as condições impostas pelo governo espanhol para o sucesso da Operação Pública de Aquisição (OPA) do BBVA sobre o banco Sabadell. O executivo liderado por Pedro Sánchez impõe que as duas instituições financeiras permaneçam autónomas durante, pelo menos, três anos (prorrogáveis por mais dois). Isto significa que a personalidade jurídica, o património e a gestão das duas sociedades têm que estar efetivamente separadas.
Ao fim dos primeiros três anos, o governo avaliará se as condições foram efetivamente mantidas, ou se existirão mais dois anos de separação. O ministro da Economia, Carlos Cuerpo, justificou esta decisão afirmando “que a proteção do interesse geral pressupõe uma autonomia na gestão, em particular na tomada de decisões sobre o financiamento das PME, na gestão dos recursos humanos, na rede de agências e na obra social através das diferentes fundações”.
Aquele responsável adiantou que estas decisões são “uma condição proporcional e equilibrada que não impede que o processo da OPA siga o seu curso normal”. O executivo espanhol aceitou ainda todos os compromissos negociados antecipadamente entre o BBVA e a Comissão Nacional de Mercados e Concorrência.
O ministro da Economia referiu ainda que as duas instituições financeiras deverão publicar nos seus sites institucionais, o mais depressa possível, um plano detalhado de qual será a sua estratégia para os próximos cinco anos. Carlos Cuerpo insistiu na questão da continuidade da política de recursos humanos de ambos os bancos, deixando assim um sinal de que o executivo não vê com bons olhos planos de emagrecimento em termos de colaboradores das duas instituições.
O vice-governador do Banco Central Europeu (BCE), o espanhol Luis de Guindos, escusou-se a comentar esta operação concreta, mas ,quando interpelado pelos jornalistas e citado pela Europa Press, referiu que “terão que ser os investidores internacionais e, talvez a Comissão Europeia, a pronunciar-se sobre se estas condições (exigidas pelo governo espanhol) são aceitáveis”.
Resta agora à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) aprovar o prospeto da OPA nas condições lançadas pelo BBVA para que os acionistas do Sabadell se possam pronunciar sobre a bondade desta oferta.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030