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Governo britânico reduz participação no NatWest para menos de 10%
O objetivo é fazer o banco regressar totalmente à propriedade privada em 2025 ou 2026, após o resgate de que foi alvo durante a crise financeira global e em que o Estado chegou a deter 85% do banco.
13 Dez 2024 - 13:46
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Paul Thwaite, CEO do Grupo NatWest | Foto: LinkedIn
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Paul Thwaite, CEO do Grupo NatWest | Foto: LinkedIn
O governo do Reino Unido anunciou nesta sexta-feira que reduziu a sua participação no banco NatWest para menos de 10%, o mais recente de uma série de cortes em linha com o objetivo de fazer este banco regressar totalmente à propriedade privada.
Recorde-se que a participação estatal no histórico banco foi reduzida abaixo de 30% em março e abaixo de 20% em julho. Segundo a Reuters, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, reafirmou o plano de sair totalmente da estrutura acionista do NatWest até 2026.
Segundo a agência noticiosa, aquele que é um dos maiores bancos do Reino Unido já esteve 84% nas mãos do Estado, depois da intervenção em 2008 na sequência da crise financeira global.
O governo disse que reduziu agora a sua participação de 10,99% para 9,99%, mantendo-se ainda como o maior acionista do banco.
As ações do NatWest subiram cerca de 85% em 2024, atingindo o nível mais alto desde 2011, mas ainda permanecem uma fração de seus níveis pré-crise. “Estamos satisfeitos com o impulso sustentado na redução da participação do HM Treasury no NatWest Group. Retornar o banco à propriedade privada total é uma ambição compartilhada e que é do interesse de todos os nossos stakeholders”, disse um porta-voz do NatWest numa declaração por email enviada à Reuters.
Recorde-se que, no início deste mês, o CEO Paul Thwaite já havia referido que o banco deverá voltar à propriedade privada em 2025. “É razoável esperar que, na ausência de um grande evento económico, voltaremos à propriedade privada no ano que vem, talvez já no primeiro semestre do ano”, disse Thwaite.
Os resultados para o penúltimo trimestre do ano apontam para um lucro de 1,17 mil milhões de libras (cerca de 1,40 mil milhões de euros). As receitas aumentaram 5,1% em relação ao trimestre anterior, refletindo uma subida nos empréstimos e depósitos, bem como um amento da margem. Ainda em comparação com o segundo trimestre, este viu uma descida de 144 milhões de libras (cerca de 173 milhões de euros) em custos de operações.
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