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Gonzalo Gortazar: Taxa bancária espanhola cria “desvantagem competitiva” para os bancos

O CEO do CaixaBank considera que a estrutura fiscal progressiva existente onera “desproporcionalmente” os bancos maiores, desencorajando a dimensão, a eficiência e o crescimento económico.

04 Dez 2024 - 15:28

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Gonzalo Gortázar, presidente executivo do CaixaBank | Foto: CaixaBank

Gonzalo Gortázar, presidente executivo do CaixaBank | Foto: CaixaBank

A taxa bancária espanhola cria uma “desvantagem competitiva” para os bancos ao isentar as instituições financeiras não bancárias e os mutuantes estrangeiros, prejudicando a igualdade de condições no setor financeiro, criticou o CEO do CaixaBank na Global Banking Summit, cimeira organizada pelo Financial Times e pelo The Banker, que está a decorrer até esta quarta-feira em Londres.

Gonzalo Gortazar alertou para o facto de esta taxa ser “contraproducente para o crescimento”, pois, na sua perspetiva, coloca os bancos do país em desvantagem em relação às instituições financeiras não bancárias locais e internacionais.

Segundo o The Banker, o presidente executivo do CaixaBank criticou a estrutura fiscal progressiva, que onera “desproporcionalmente” os bancos maiores, desencoraja a dimensão, a eficiência e a atividade de concessão de empréstimos, prejudicando, em última análise, o crescimento económico.

Gonzalo Gortázar, que dirige o terceiro maior banco espanhol em termos de ativos e de capital de nível 1, afirmou que a taxa é injustificada porque os bancos espanhóis não são particularmente rentáveis em relação a outros setores e descreveu-a como um imposto sobre o crescimento.

“Falamos muito de condições de concorrência equitativas nos serviços financeiros e noutros serviços em toda a Europa. Os bancos são tributados, mas os não-bancos não são tributados”, acrescentou, citando como exemplo as instituições de crédito privadas. “Os bancos competem com eles, mas nós temos de pagar o imposto”, criticou.

O diretor executivo também criticou a progressão da taxa. “Nós vamos pagar cerca de 7% e os outros operadores vão pagar 1% sobre os juros e as comissões. Basicamente, está a desincentivar a dimensão e a produtividade associadas às grandes instituições financeiras, o que é, mais uma vez, uma distorção muito significativa do mercado”, afirmou o CEO do grupo que controla o BPI desde 2016.

Recorde-se que o Governo espanhol introduziu uma taxa temporária sobre as instituições financeiras em janeiro de 2023, com uma duração inicial de dois anos, para ajudar a atenuar o impacto da inflação. No mês passado, o governo aprovou uma prorrogação da taxa temporária sobre estas instituições financeiras até 2027.

 

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