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Gonçalo Regalado: “Não vamos devolver um cêntimo, vamos multiplicar o valor na nossa economia”

O CEO do BPF destacou, em audição no Parlamento, o progresso que foi feito pela instituição desde que a sua equipa tomou as rédeas.

11 Fev 2026 - 13:24

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CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: BPF

CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: BPF

O CEO do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, assinalou nesta quarta-feira, no parlamento, que não vai ser devolvido “um cêntimo” no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas multiplicado o seu valor na economia do país. “Não vamos devolver um cêntimo, vamos multiplicar o valor na nossa economia”, defendeu Regalado, numa audição na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial.

O CEO do BPF iniciou a sua intervenção afirmando que o banco começou por ter 1,3 mil milhões de euros de dotação de investimento, ou seja, 6% do PRR (à data), quando a execução do plano estava nos 28%. Destes 1,3 mil milhões de euros, 850 milhões de euros foram mobilizados para instrumentos de capital e os restantes 450 milhões de euros utilizados para a mobilização de 7 mil milhões de euros, nomeadamente para as pequenas e médias empresas inovadoras.

Este valor, conforme adiantou, vai permitir às empresas portuguesas ter acesso, em mais de 10 bancos, às garantias europeias. “Deixámos o campeonato nacional das garantias mútuas e passámos a jogar também no campeonato europeu, na Champions”, destacou.

Gonçalo Regalado revelou ter encontrado um banco que fazia apenas 500 milhões de euros em garantias e que, em 2025, foi possível fazer mais por mês do que no acumulado de 2024. A isto soma-se uma equipa “muito insatisfeita”, com saídas de trabalhadores, e 790 recomendações de supervisão do Banco de Portugal, sendo que mais de 300 já foram fechadas, segundo os dados apresentados aos deputados.

“O nosso mandato leva agora 14 meses. Portugal começou na 16.ª posição e num ano passámos para o ‘top’ cinco europeu”, destacou, referindo-se aos novos investimentos, financiamento e garantias em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

Regalado, que sucedeu a Ana Carvalho enquanto presidente executivo do BPF, referiu ainda ter herdado 120 milhões de euros de divida.

Neste valor, encontrava-se alguma da dívida “mais desafiante”, nomeadamente aos empresários, do tempo da covid-19. Nos primeiros três meses de mandato, foram liquidados 37 milhões de euros. O banco contabilizava ainda 48 milhões de euros de dívida dos programas operacionais do Portugal 2020, sendo que 42 milhões de euros foram pagos.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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