3 min leitura
FMI reúne-se com principais bancos portugueses para avaliar riscos do setor
As reuniões em curso começaram em 2025, explica o Banco de Portugal, e fazem parte de uma avaliação de rotina que o FMI conduz sobre sistemas financeiros considerados de importância sistémica.
06 Fev 2026 - 12:43
3 min leitura
Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Novo Banco, S.A., Banco BPI e Banco Santander Totta
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Caixa Geral de Depósitos (CGD), Banco Comercial Português (BCP), Novo Banco, S.A., Banco BPI e Banco Santander Totta
O Fundo Monetário Internacional (FMI) está a ter reuniões com bancos portugueses no âmbito da avaliação regular ao setor bancário nacional para avaliar a sua solidez e possíveis riscos. Na quinta-feira, em conferência de imprensa, o presidente do Santander Portugal revelou que, após a apresentação de resultados do banco, teria uma reunião com uma delegação do FMI que está em Portugal. Questionado sobre o tema, Pedro Castro e Almeida não deu mais informação.
A Lusa contactou o Banco de Portugal, que explicou que os contactos entre a instituição sediada em Washington e os bancos se enquadram na análise regular do FMI ao sistema financeiro português, que arrancou em meados de 2025. “O Fundo Monetário Internacional iniciou no ano passado um programa de avaliação ao setor financeiro português (Financial Sector Assessment Program). Trata-se de um exercício de rotina que passa por uma análise aprofundada à resiliência do setor financeiro do país, que está programada para decorrer entre 2025 e 2026”, disse fonte oficial do regulador e supervisor bancário.
O Banco de Portugal acrescentou que a análise se deve ao facto de o sistema financeiro português estar incluído na “lista de sistemas financeiros considerados de importância sistémica”, logo que são alvo de uma avaliação obrigatória a cada cinco anos. No âmbito desta avaliação, o FMI também tem reuniões com o Banco de Portugal.
Segundo uma fonte do setor contactada pela Lusa, nestas reuniões, o FMI preocupa-se com a exposição dos bancos ao setor de construção e imobiliário e à dívida pública, pelos riscos que ambos podem acarretar no futuro. A Lusa contactou a Associação Portuguesa de Bancos (APB), que não prestou esclarecimentos.
As conclusões da avaliação ao sistema financeiro português serão divulgadas publicamente assim que esta estiver concluída.
Em 2022, após a avaliação, o FMI saudou a recuperação dos bancos portugueses (redução de crédito malparado e melhoria dos rácios de capital e rentabilidade) e sugeriu que o Banco de Portugal considerasse exigir aos bancos uma reserva de capital anticíclica contra potenciais riscos da exposição da banca ao imobiliário. Em 2024, o Banco de Portugal anunciou que a partir de 2026 os bancos teriam de ter uma reserva contracíclica de fundos próprios de 0,75%.
O regulador e supervisor bancário explicou que decidiu obrigar os bancos a reforçar as suas ‘almofadas’ de capital numa fase positiva do ciclo económico para que de futuro, em caso de crise (e crescimento do crédito problemático), tenham mais capacidade para absorver perdas e mitigar a queda nos empréstimos.
A reserva contracíclica tem de ser cumprida a partir de julho de 2026.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030