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FMI diz que capitalização das stablecoins é de 256,1 mil milhões de euros
Especialistas defendem em Davos, na Suíça, que a utilização destes ativos digitais está a crescer rapidamente, superando todas as expectativas.
22 Jan 2026 - 12:03
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Ativos digitais e moeda tradicional/Foto: Freepick
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Ativos digitais e moeda tradicional/Foto: Freepick
A penetração das stablecoins no sistema financeiro atual esteve nesta quinta-feira em destaque num encontro do Fórum Económico Mundial, realizado em Davos, na Suíça. O painel foi moderado pelo jornalista Gerard Baker, editor do The Wall Street Journal, e contou com a participação de Dan Katz, diretor-adjunto do Fundo Monetário Internacional (FMI), Vera Songwe, presidente e fundadora da Liquidity and Sustainability Facility, Jeremy Allaire, cofundador, presidente e CEO da Circle, e Siu Yat, cofundador e presidente executivo da Animoca Brands.
Segundo o responsável do FMI, “no contexto do sistema financeiro global, a capitalização total de mercado das stablecoins, de acordo com estimativas recentes, é da ordem dos 300 mil milhões de dólares (256,1 mil milhões de euros), o que ainda é muito, muito pequeno”, referiu Dan Katz.
De acordo com os restantes membros do painel, este valor não reflete o verdadeiro potencial das stablecoins. Para Vera Songwe, líder da Liquidity and Sustainability Facility — uma organização criada pelas Nações Unidas para melhorar a liquidez da dívida soberana dos países africanos —, o acesso limitado aos serviços bancários e as elevadas taxas de inflação continuam a ser um grande problema naquele continente. “Mais de 1,5 mil milhões de pessoas no mundo não têm acesso a uma conta bancária, sendo 650 milhões delas em África”, afirmou. “Com um smartphone, é possível aceder a stablecoins e poupar numa moeda que não está exposta às flutuações da inflação e que não empobrece as pessoas”, explicou, acrescentando: “Essa é uma grande contribuição das stablecoins.”
De facto, como defendeu Jeremy Allaire, cofundador, presidente e CEO da norte-americana Circle — criadora da USDC, uma stablecoin com paridade fixa de 1 para 1 com o dólar —, está a verificar-se uma proliferação do uso das stablecoins que vai além do inicialmente previsto. “Estamos a ver o seu uso crescer na liquidação de transações comerciais internacionais; vemos também um aumento no financiamento do comércio e as maiores plataformas de comércio eletrónico, como a Stripe e a Shopify, a adicionar e a aceitar pagamentos em USDC nas suas próprias plataformas”, afirmou.
É por isso que Siu Yat, cofundador e presidente executivo da Animoca Brands — empresa global líder em ativos digitais, focada na construção do metaverso aberto e na entrega de direitos de propriedade digital aos utilizadores através de jogos em blockchain, NFTs e tecnologias Web3 — acredita que este fenómeno explica a enorme aceitação das stablecoins. Segundo o executivo, trata-se de uma tendência que continuará a crescer. Nos países onde a Animoca Brands opera, verificou-se uma adoção em massa de ativos digitais durante a pandemia da COVID-19, quando muitas pessoas foram forçadas a abandonar o mercado de trabalho tradicional e a procurar fontes alternativas de rendimento. “Em países como as Filipinas e a Indonésia, houve uma adoção em massa desses ativos, em contextos onde as pessoas precisavam de uma fonte de rendimento virtual.”
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